O governo Sartori ainda precisa arar o mar

O governo Sartori ainda precisa arar o mar

Passado um ano de governo, Ivo Sartori ainda não deixou claro qual seu verdadeiro programa de governo, se é que tem um. Algo que tenha começo, meio e fim, mas sobretudo algum tipo de lógica interna poderosa.
    O Piratini tem ciscado o mar, mas não está arando o mar.
    O editor espera muito mais do atual governo, como uma verdadeira reforma administrativa e um verdadeiro ajuste fiscal, o que exigirá a imediata extinção de entes públicos deficitários, o enfrentamento da dívida, o reordenamento de pessoal, com ênfase para a área da segurança, e a reforma dura da previdência estatal estadual.

    O mesmo pode-se dizer em relação à busca imediata de parcerias com o setor privado e com outros entes federados, neste caso no que diz respeito a saúde e educação, sobretudo a elementar.
    O governador tem demonstrado coragem nas suas propostas de ajuste fiscal (menos despesas e mais arrecadação), segundo se pode depreender das seis fases já em execução ou ainda dependendo de aprovação da Assembléia.

    Esta última fase, a 6ª., incluída na convocação extraordinária da Assembléia, é com certeza a mais ambiciosa no que diz respeito à redução e controle dos gastos públicos. Sartori incluiu-as ali, porque quis embretar a Assembléia e obrigar os deputados a decidir tudo em apenas três dias. A lista de projetos inclui casos como o da nova Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que está na Assembléia desde 3 de junho e não sai do lugar por força das pressões das corporações do setor público e do fisiologismo político.

Embora as seis fases sejam um avanço lento, seguro e gradual, ele ainda é tímido em relação ao que de fato precisa fazer o setor público estadual.
   As medidas ainda são pontuais.
   Durante este ano, Ivo Sartori progrediu lentamente, enfrentou resistências pontuais e em alguns casos exemplificativos de melhora da organização e da gestão pública, foi incapaz de impor sua vontade à base  aliada. Os casos mais cruciais são os que tratam da extinção de elefantes brancos como a Ceasa e da implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual. Um deles, a LRFE, irá para o período de sessões da convocação extraordinária, mas o outro permanece na bacia das almas da Assembléia.

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