Economia chinesa se arrefecendo, pode retardar a retomada do crescimento no Brasil

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No final de 2015 se confirmou a continuidade da redução da produção industrial na China pelo décimo mês seguido. A notícia desestabilizou a bolsa chinesa de Xangai que despencou abruptamente em mais de 7,0% no volume de negócios. Em ritmo de efeito dominó, outras bolsas asiáticas, europeias, latino-americanas e nos EUA sentiram o impacto e registraram perdas importantes. Nos últimos anos, o crescimento do PIB (lado da demanda) chinês vem encolhendo. Em tempos áureos (2007), a riqueza do País asiático cresceu mais de 13%. Estima-se que em 2015, o crescimento será menor que 7,0%. Afinal, o que está acontecendo com a robusta economia chinesa? Diferente de outros mercados, parte importante dos investidores são pessoas comuns, inexperientes e que ficam a mercê de rumores para as tomadas de decisões. Ademais, o cenário de incertezas é suscetível a especulações tornando-se vulnerável as mudanças repentinas. Nos últimos anos, houve crescimento pujante do PIB chinês. No presente, o protótipo macroeconômico passou a estimular o consumo doméstico. Até então, a locomotiva do crescimento era o modelo exportador, onde a cotação da moeda chinesa favorecia o superávit na balança comercial. Entretanto, o consumo interno não correspondeu às expectativas daquele País, pois o crescimento tem sido menor que o esperado. Devido a isto, reduz a demanda e os níveis de preços das commodities – em especial – petróleo e seus derivados, e produtos agrícolas como açúcar e soja. Com efeito, o Brasil é um dos principais parceiros comerciais da China, no que se refere às exportações de manufaturas e commodities. Diante deste novo cenário, os Países emergentes precisam adotar outra postura para se adaptarem a esta realidade que preconiza crescimento mais comedido do gigante País asiático que é grande consumidor de produtos primários com cotação internacional, sendo a segunda maior economia e o segundo maior importador de mercadorias. Nos anos de 2014 e 2015, houve redução de quase 25% das exportações brasileiras à China. A queda das exportações de produtos primários e a diminuição nas cotações dos preços das commodities, contribuíram sobremaneira para elevar a desaceleração da economia brasileira no presente. Em relação a outros Países da América Latina, o baixo crescimento chinês atingiu a Venezuela – típica exportadora de petróleo – e o Chile que é um importante exportador de cobre.

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