Relações promíscuas com governos venais prejudicam o leitor

As conversas a seguir são de transcrição de grampos telefônicos montados pela Polícia Federal ao longo das investigações da Operação Lava Jato, mais conhecida como Petrolão.

Elas revelam as relações promíscuas existentes entre jornalistas, publicações e líderes políticos ligados ao submundo da política brasileira.

São exemplares.

O caso envolve novamente alguns nomes exponenciais do PT, como o ex-ministro Zé Dirceu, mas este tipo de diálogo não parece muito diferente do que ocorreu e ocorre com freqüência entre outros personagens e governantes de Partidos que se colocam como adversários do PT.

Quem sempre perde é o leitor, enganado visceralmente no seu direito de saber a verdade.

A sugestão é de que o leitor deste espaço leia e forme seu próprio juízo de valor:

Além das mensagens entre José Dirceu e seu assessor de imprensa, o Estadão publicou também as mensagens entre José Dirceu e Breno Altman.

Breno Altman é jornalista dos sites Brasil 247 e Opera Mundi.

Ele se meteu nos pagamentos do PT a Ronan Maria Pinto, para acobertar os autores do assassinato de Celso Daniel. Ele se meteu igualmente nos pagamentos da Engevix ao Brasil 247, através de Alberto Youssef.

Numa de suas mensagens a José Dirceu, Breno Altman diz:

“Falei com Rui, propus que tocássemos o rebu. Ele acha que devemos reagir com perfil baixo… inacreditável”.

A estratégia de Breno Altman era a mesma de José Dirceu: atribuir ao PSDB e aos manifestantes de 16 de agosto a culpa pela explosão no Instituto Lula.

Foi o que eles fizeram.

Breno Altman publicou um artigo sobre o assunto no site Carta Maior, replicado pelo blog de José Dirceu. Enquanto isso, outros artigos eram difundidos na internet, como o do secretário Nacional da Juventude do PT e o de Chico Vigilante, ambos citados no relatório da PF

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