Governo promove novamente, a política de expansão do crédito em meio à elevação da divida pública federal

Há alguns anos, o Governo usou a politica expansionista do crédito para estimular o consumo e tentar a retomada do crescimento. Na época, as condições macroeconômicas ainda eram favoráveis à Presidente para a iniciativa, mas o modelo fracassou. Parece que o Governo perdeu o rumo e não sabe o que fazer para estimular a economia. Justifico meu ceticismo assim: o cenário macroeconômico é de incertezas, a taxa de juros (Selic) é muito alta, o desemprego está em ascensão, o nível de confiança dos agentes é muito baixa, a valorização do Dólar frente ao Real oscila em patamar alto, os investimentos do Governo são cada vez menores, exceto para subsídios de programas sociais; existe relação inversa entre taxa de juros e investimentos. Por isso, é provável que seja restrita a quantidade de pessoas que queiram se aventurar em buscar crédito não tendo confiança no futuro, seja quanto a manutenção do emprego, seja quanto à rentabilidade que podem obter com o investimento no caso dos pequenos empreendedores. Também, o Governo busca o apoio no Congresso para aprovar a CPMF, justificando que precisa desta receita para equilibrar o orçamento fiscal. Mas, não haverá retorno a sociedade porque o Governo gasta mais do que arrecada, há anos. A dívida pública federal em 2015 cresceu 24,8% em relação a 2014, segundo o Tesouro Nacional. A soma atual é de R$2,793 trilhões. O Tesouro Nacional informa que emitiu mais títulos públicos do que resgatou em 2014, o montante foi de R$152 bilhões. Segundo o Governo, as emissões foram superiores aos resgates para reduzir o excesso de oferta monetária e conter assim a inflação. Ao examinar a justificativa apresentada, parece-me que existe contrassenso no mérito. Com juros elevados é pouco provável que haja excesso de dinheiro no mercado, por isso o Governo promove a política de expansão do crédito. O Governo está à beira do colapso por não implantar as medidas cabíveis à retomada do crescimento como: reduzir os gastos desnecessários que pesam para a sociedade, resgatando assim a confiança dos mercados com medidas verdadeiras de reforma da máquina pública e retomar os investimentos na produção. É preciso colocar acima dos interesses partidários e aliados os interesses dos brasileiros.

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