Erros tem preço. Que o pior não esteja logo ali

Erros em pilhas.

Caxumba.

Cartilha é um compêndio elementar de determinada área. Elementar. Percebem? É o “bê-á-bá”. Por pesquisa de atento amigo, cujo nome deixo de declinar por ser conselheiro do clube, e não pedi autorização para tal, recebi a Cartilha do Ministério dos Esportes para Atletas Profissionais de Futebol. Em primeira mão pus no twitter. Ela, entre tantas outras coisas, refere vacinação em dezembro contra o que? Caxumba. Pois é, o Depto. Médico do clube não seguiu a cartilha e perdemos só o nosso melhor jogador, Geromel. Pior, o argumento acerca de efeitos colaterais é infantil. Fui procurar e consultei. O percentual da ocorrência dos efeitos é desprezível. Irrisório. E se aplicado em dezembro estariam mais desaparecidos que discos do Prince, hoje, nas prateleiras.

Estratégia.

O jogo de quarta pela LA é, sem nenhuma dúvida, muito, mas muito mais importante do que era a classificação para a final do Gauchão. Sempre disse isto. Mas se queria ganhar o Gauchão, ou não? Sim, se queria. Ora, sabia-se que um resultado muito adverso em Caxias, no jogo de ida, traria para P Alegre uma disputa altamente arriscada, aguerrida e desgastante. O que seria melhor se desgastar uma semana antes ou três dias antes? Elementar. Em Caxias tínhamos que ter a força máxima e matar lá o Juventude. Com Geromel e tudo. Não, tínhamos que trazer para cá o tudo ou nada a fim de irmos para uma mata mata na LA de imortalidade, que, para quem não sabe, anda dormindo.

Não temos um Chico Gremista para, na dúvida, nos favorecer em quaisquer circunstância, mesmo nas dúvidas que não tem dúvidas.

Este do Chico não é erro nosso, é verdade, a correção dele não nos cabe, e sim de uma FGF frouxa, para não dizer mais, que precisava ter um órgão superior que lhe desse uma senhora mijada como o TJD levou do STJD. A CBF é tão ou mais incompetente – estou me contendo para não dizer o que penso.

Mas o que nos tirou mesmo da final foram nossos erros e os principais responsáveis por eles, porque passam por suas decisões os cometimentos, são o Vice de Futebol – alguém avisa para ele que jaqueta da sorte não ganha jogo – e o treinador. Nenhum dos dois soube preparar a estratégia de Caxias para domingo. Ah sim, e pelo amadorismo dos nossos médicos. Faltou inteligência aos primeiros, o que leva à incompetência, e sobrou negligência aos últimos.

O pior pode estar reservado para 4a feira. Um time com o ânimo abalado, desgastado por um jogo de guerra, um adversário sempre difícil. Minha esperança? Que a torcida possa jogar o que não estamos jogando. Torcida pode não ganhar jogo, mas ajuda e, faz tempo que ela joga muito mais do que o time.

Saudações Tricolores.

cjsiaseferrer.com.br

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1 Comment

  1. Queda anunciada e fenômeno Independiente – Rede de Opinião
    3 de outubro de 2017 at 08:57 Reply

    […] não sou ‘bidu’ tampouco ‘Mãe Dináh’, mas não precisava. Na minha coluna anterior, logo após o jogo contra o Juventude, dei minha visão e antecipei, infelizmente, a palidez que […]

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