O STF abusa quando prende e afasta deputados e senadores.

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Embora eu considere que senadores como Romero Jucá e Renan Calheiros, deputados como Eduardo Cunha e ex-presidentes como José Sarney já devessem estar na cadeia há muito tempo, o que existe de verdade é a impossibilidade jurídica de que o STF acate o pedido da PGR. O STF já ultrapassou todos os limites ao mandar prender o senador Delcídio Amaral e afastar o deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara.

O STF é o guardião das leis e não pode violá-las.

A Constituição é clara quando determina que parlamentar só pode ser preso quando apanhado cometendo crime em flagrante e ainda assim por ter acabado de praticar crime inafiançável.

O editor faria a mesma crítica no caso de pedidos de prisão contra senadores e deputados do PT, também investigados pela Lava Jato, como são os casos de Humberto Costa, Lindbergh Farias, Gleise Hoffmann ou Arlindo Chinaglia.

Trata-se de respeitar a lei e o que diz a Constituição. Caso a lei e a Constituição não agradem, mudem-se a lei e a Constituição.

O império da lei sobre a vontade dos homens separou as sociedades que eram regidas pela força, daquelas que são regidas pelo ordenamento jurídico. O Judiciário não está acima da lei.

O clamor público ou seja o que for, não se impõe sobre o cumprimento da lei.

O que o clamor público pode e deve fazer, em casos como estes, é exatamente expressar-se de modo a fazer com que a lei aplique-se em casos semelhantes, ou seja, forçando os parlamentares a cassar os mandatos dos seus  representantes criminosos e com isto retirando-lhes foro privilegiado, com o que poderão submeter-se ao escrutínio até de juízes singulares.

Caso isto não funcione, há a alternativa de não reeleger o parlamentar criminoso.

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