Três semanas do governo Temer

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Sim,tem só três semanas o governo Temer. Dada a intensidade, incomparável na história, das manchetes diárias, a última do pedido de prisão para o ex-presidente Sarney, os presidentes da Câmara Federal, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan, mais a do ex-ministro (sim, ex na primeira semana de governo!) Romero Jucá, parece ter três anos esse mesmo governo. Inédito na história esse pedido de Janot ao Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, por enquanto (como diz o governo Temer para seus ministros sob crítica) na Comissão de Impeachment que corre no Senado, decidiu-se que serão 48 testemunhas de defesa, 8 para cada crime da qual é acusada Dilma. Parece impossível que se termine esse processo no prazo, agosto. Só que o Congresso tem sua sabedoria para que realmente possa terminar o julgamento em agosto. É esperar para ver.

Como navega a economia nesse mar de instabilidade? Infelizmente, esperando que todo esse vai-e-vem da judicialização de tudo e do julgamento do impeachment se completem. Ou seja, se movimentam as variáveis como desemprego, recessão inflação, como antes mas em ritmo mais lento, pois já houve uma mudança. O jogo das informações e contra-informações torna-se cada vez mais pesado, e é preciso cautela para tudo. Não é hora de contratar, de iniciar planos de médio ou longo prazo, e sim é hora de consertar decisões equivocadas que foram tomadas antes do tsunami que foi a eleição de 2014. Naquele tempo imperou a mentira do “céu de brigadeiro”, “somos melhores que a França porque aplicamos políticas econômicas de gastos”, “se não for eu (Dilma) tudo lhes será retirado, inclusive seu prato de comida”, “produziremos superavit neste 2014 e 2015”, etc etc.. E foi o que se viu.

Hora de consertar, agora, o “buraco” financeiro dos fundos de pensão de estatais. Hoje, por exemplo, foi decidido que os participantes do Funcex, fundo de previdência da Caixa Federal, pagarão POR 17 ANOS uma taxa mensal sobre o próprio patrimônio, para cobrir o déficit produzidos por aplicações dos gestores da era PT em ações de amigos do Lula, como as de uma sugada Petrobrás e as do Eike Batista. Lembram? Pois esses não esquecerão, pelos próximos 17 anos. Resta perguntar se alguém será responsabilizado.

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