A RBS pode fazer muito pelo RS

Em editorial que publicou na sua edição de segunda-feira, dia 20 de junho, intitulado “Calamidade é a má gestão”, o jornal Zero Hora, RBS, ensina com razão, referindo-se ao caso do Rio de Janeiro, que decretou estado de calamidade financeira, o que revela que o Estado quebrou, fazendo juz a ajuda bilionária de R$ 3 bilhões por parte do governo federal.

Em vez de apenas buscar pretexto para ajudas emergenciais, os governantes têm que enfrentar as dificuldades e interromper a gastança irresponsável que resultou na atual estado de penúria.

Este tipo de advertência e ensinamento da RBS revela que o grupo da família Sirotsky é capaz de diagnosticar com precisão o que acontece, mas precisa ir adiante e ajudar mais o Rio Grande.

Caso a RBS tivesse adotado o mesmo tom em relação aos vários governos que se sucederam no RS, mas sobretudo aplicado nos editorias e informações o que aprendeu, o RS não estaria em situação tão deplorável.

O que acontece é que antes mesmo da década de 60, portanto há quase seis décadas, os governos estaduais gastaram mais do que arrecadaram, rolaram suas dívidas dos modos mais heterodoxos e acabaram por transformar as finanças públicas neste saco sem fundo atual. Alguns governos, como os de Britto e Yeda Crusius, fizeram esforços gigantescos pelo ajuste fiscal, conseguiram êxito, não se reelegeram para completar a tarefa e foram substituídos por governos francamente gastadores, que botaram a perder as conquistas anteriores. Tarso e o PT, por exemplo, receberam o governo em situação de déficit zero, transformando a administração nesse velhacouto de desordem financeira que os gaúchos conhecem, sem dinheiro para pagar o funcionalismo em dia, sem dinheiro para investir e sem dinheiro para garantir serviços civilizados nas áreas de educação, saúde e segurança, emplacando rombos cada vez mais bilionários (R$ 6,3 bilhões para este ano).

Ainda assim, sequer a nova Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual emplaca de verdade, congelada agora por conta de uma decisão judicial inaceitável.

A RBS ainda pode fazer muito pelo RS, mas precisa ter coragem para ajudar a mudar a mentalidade e as ações atrasadas que dominam boa parte das suas elites e do seu povo. Ninguém mais do que a RBS pode fazer isto.

A responsabilidade social desse grande grupo de comunicação é gigantesca. Para onde a RBS se inclina, inclina-se o RS. Este poder precisa ser colocado a serviço da melhoria da gestão pública do Estado.

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