O prazo de validade da sua empresa venceu?

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Você deve estar pensando que esse título foi feito só pra chamar a atenção dos leitores, não? Sinceramente, o título é a mais pura realidade do que vivemos hoje, mas sim, quero chamar sua atenção, porque o momento é grave e de alto risco para a sobrevivência das empresas.

Você deve ler/ouvir/assistir notícias da quantidade de empresas que fecharam suas portas nos últimos anos. Mas o que me impressiona é a explicação que todas elas dão. Culpam a crise, a alta/baixa do dólar, o efeito das migrações, o sol, a chuva, o gol perdido, o pênalti não marcado, o governo. Enfim, existe culpado para tudo.

Mas poucas reconhecem que não se prepararam para entender a mudança no comportamento do consumidor e o alcance e poder da mídia online. E é essa mudança que tem causado tanto problema para as empresas.

Existe sim, empresas fechando as portas todos os dias, mas também vimos empresas nascendo, crescendo e conquistando mercados que antes, eram dominados por marcas centenárias. Algumas dessas empresas dominavam seus mercados há anos, décadas e de repente passaram a perder espaço. Como isso foi acontecer?

Quer entender a situação e avaliar o que pode ser feito para reverter essa tendência?
Pretendo abordar duas situações importantes para que você possa compreender melhor esse momento.

Comportamento do Consumidor

Considero que no momento que vivemos, essas empresas perderam seu prazo de validade, pois continuam atuando como há 20/30 anos atrás, onde a forma de impactar os consumidores era completamente diferente de hoje. O mundo, hoje, e falo dos consumidores, reage aos estímulos do ambiente digital, muito diferente do que acontecia a 20 anos atrás, pois ele é um ser conectado 24 horas por dia, em qualquer lugar que esteja. Essa é a grande diferença do consumidor de hoje com o consumidor do século passado.

No século passado, o consumidor precisava estar em casa, na frente da TV, ou lendo o jornal do dia (com notícias dos dias anteriores) ou ouvindo o rádio naquele determinado horário. No caminho de casa para o trabalho ou no retorno, ele era impactado por panfletos entregue nas esquinas ou via um outdoor enquanto andava no transito. Resumindo: existia momentos específicos onde o consumidor era impactado pelas marcas.

Hoje ele é impactado quando acorda e acessa seu smartphone, quando está no banheiro “lendo” notícias ou no carro se deslocando. Quando chega no trabalho o computador está conectado com o que acontece no seu ambiente pessoal e profissional (redes sociais), no que ele deseja procurar (Google) ou quando avalia, de forma quase profissional, as marcas que ele consumiu, ou quando identifica as que são seu sonho de consumo ou que ele nem sabe que será um cliente logo, logo.

Faça um pequeno teste:
Você já verificou quantas mensagens foram trocadas pelo Whastapp, hoje?
Quantas vezes já pesquisou algo no Google, ontem?
Quantas horas de vídeo você já assistiu nos últimos dias?
Quantas vezes você acessou sua rede social?

Tenho certeza que você irá ficar impressionado. Agora, pense na sua empresa. Ela é presença ativa e protagonista nessas plataformas?

O mais impressionante é que algumas empresas enxergaram essas novas oportunidades e são presentes e protagonistas. E a sua? Enxergou ou agem igual a 20 anos atrás?

Nunca estivemos tão conectados e abertos a estímulos diversos. Assista este vídeo, parte de uma campanha da Google, e você irá perceber que tudo passa a acontecer de forma fragmentada, em todos os momentos e em todos os ambientes que o consumidor está.

No século passado, as pessoas liam jornais, ouviam rádios e assistiam a TV, em horário e local pré-definido. Agora tudo é feito de todas as formas (ler, ouvir, assistir) em todas as plataformas. Segundo estudo da Progress (veja o estudo completo aqui), as empresas não terão a opção de não se transformarem digitalmente, pois seus clientes já o fizeram.

De acordo com o estudo, o principal obstáculo para a transformação digital é a cultura das empresas. “Algumas companhias acreditam que não precisam mudar. Essas serão engolidas pelo mercado”. Para superar o desafio, é necessário que o departamento de marketing engaje o resto da empresa, mostrando como ela irá se portar no mercado.

Poder da mídia digital

Ainda vimos hoje, empresas com investimento em publicidade como no século passado, sem perceber que o consumidor, hiperconectado e multiplataforma, não tem mais os mesmos hábitos que nossos avós e pais (geração X). Não sou contra publicidade nos veículos tradicionais, pelo contrário.

Sou favorável, desde que ele permita uma ação segmentada e que seja possível medir os resultados. Sim. Hoje é possível medir o resultado de um anuncio num jornal ou num simples panfleto.

Se antes você lia o jornal da sua cidade e “descobria” uma oferta ao folhear o jornal, que chamava a atenção, hoje, esse consumidor é impactado com muito mais precisão e segmentação, nas plataformas digitais.

Você quer que seu anúncio apareça só pra pessoas de determinado sexo, faixa etária, que se interessa por X produto/marca, num determinado horário, morador de uma determinada cidade/rua/CEP? Sim, é possível. E os resultados são medidos integralmente. Ai fica fácil, decidir onde, quando e quanto investir.

Uma frase do Google me chama muito a atenção, pois exemplifica de forma muito simples esse momento. “Imagina se você conseguisse saber quem são as pessoas que estão interessadas no seu produto… e só pagar por elas?”

Você está fazendo isso? Se sim, com certeza os resultados são surpreendentes. Se não, ainda há tempo.

Que o consumidor mudou, todos já sabem. Mas e a sua empresa?

O prazo de validade da sua empresa pode estar vencido e você não sabe. Depois não adianta colocar a culpa no tempo, nos governos, nos clientes.

O responsável é você. E só você pode tomar a decisão de tornar seu negócio numa empresa digital.
E que venham mais cem anos. De muito sucesso.

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