Até Agora, Nada

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A missão do técnico Paulo Roberto Falcão é tão difícil como a de um mecânico encarregado de consertar um automóvel em movimento. Embora tenha substituído Argel Fuchs há poucos dias, respaldado pela esperança da maioria dos colorados de que o time logo reencontraria o caminho das vitórias, até agora, nada. Derrotas como a de domingo ( dia 31 de julho), para o Corinthians, no Beira-Rio, por 1 a 0 empurram o time para a ponta de baixo da tabela do Brasileiro, transformando o dia a dia dos colorados na mais completa decepção futebolística. Não tanto em razão da vitória do Corinthians, construída no final do primeiro tempo com um gol de Elias e, sim, pela forma como se desenhou. O Internacional foi incapaz de reagir no segundo tempo apesar do aproveitamento de Nico Lopez e Sasha, em substituição a Valdívia e Vitinho. Mas pelo menos o time jogou um pouco melhor do que no primeiro tempo, sobretudo pela intensa movimentação de  Nico López, que parece ser realmente um jogador diferenciado. Já se sabe porém que a a colaboração dele não será suficiente para se catapultar o time a ponta de cima da tabela. Falcão precisa inculcar na cabeça de todos os jogadores a compreensão de que eles vestem a camisa de um grande clube e não de um representante da terceira divisão do futebol brasileiro. De um clube que tem um das torcidas mais fiéis e colaborativas do país. Aliás, o que alguns vândalos fizeram após o jogo contra o Corinthians, quebrando vidros e destruindo o carro do preparador físico Élio Carraveta é um ato de barbárie inadmissível. Torcedor verdadeiro não faz isso. Protesta, mas jamais destrói o patrimônio do clube. Quanto a mim, não abandono meu incurável otimismo: brevemente o Inter será novamente um time vencedor. E a tal possibilidade de rebaixamento? Esqueçam. O Internacional nunca teve e jamais  terá conhecimento para discutir esse tema.

Vacaria

Antes do início do jogo de domingo,os colorados prestaram merecida homenagem ao inesquecível Olavio Dorico Vieira , o Vacaria, com um minuto de silêncio no Beira-Rio. Alegre, bem humorado, o lateral -esquerdo Vacaria, falecido no sábado, foi um exemplo de profissional na década de 1970 como jogador do Internacional e mais tarde trabalhando como técnico em vários clubes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, estado onde nasceu, na cidade de Urussanga, há 67 anos. Com boa técnica, chute forte e compreensão do jogo, Vacaria ajudou o Internacional a conquistar sete títulos gaúchos e dois brasileiros sob os comandos dos técnicos Dino Sani e Rubens Minelli. Depois Vacaria vestiu a camisa do Palmeiras, onde permaneceu apenas uma temporada, encerrando sua carreira profissional em 1978, já se queixando de dores crônicas nos joelhos. Vacaria é nome consagrado na história contemporânea do Internacional. Está registrado em suas melhores páginas, a exemplo do ex-presidente José Asmuz, também falecido num fim de semana triste para os colorados. Asmuz foi um colorado de quatro costados, que muito colaborou na administração do clube.

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