Pela manhã, o 5º Seminário de Valorização do Trabalho e Vida debate o Diálogo Social na Construção Civil | Por STICC

Na manhã desta terça-feira (23/08), o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre (STICC) reuniu, no auditório do Novotel, na Capital, centenas de pessoas para participar do 5º Seminário de Valorização do Trabalho e Vida. Nessa edição, importantes personalidades e entidades ligadas ao setor debateram o tema “Diálogo Social na Construção Civil”.

Durante a abertura, o presidente do STICC, Gelson Santana, destacou a importância da realização de mais um seminário para a história do sindicato. “Há a necessidade de se melhorar a condição de vida do trabalhador. Não é pelo salário que os sindicatos que as entidades atuam. Nós lutamos pela qualidade de vida do trabalhador”, afirmou. O líder sindical ainda ressaltou a falta de diálogo de alguns empresários com os empregados. “Mesmo com a falta do diálogo por parte de alguns empresários, nó seguiremos forte. Seguiremos lutando pelo diálogo social.”

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, começou a sua fala informando do desemprego no País, que atualmente é superior a 11%. “A precarização no trabalho se agravou de alguns anos para cá e, por isso, é de extrema importância a realização desse seminário”, disse. “É um momento de questionamento, onde o desemprego aumenta e aparece o perigo da supressão do direito dos trabalhadores.”

Representando o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, o secretário do Trabalho, Catarina Paladini, afirmou que o seminário “é primordial que exista, pois, o debate é salutar para que tenhamos um verdadeiro diálogo com a sociedade, patrões e sindicatos”. “Na Secretaria Estadual do Trabalho procuramos melhorar a cada dia a vida do cidadão gaúcho. Todos sabem da nossa dificuldade financeira e, é neste momento, que o diálogo social são mais necessários ainda”, ressaltou.

A primeira palestra da manhã foi com o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, que apresentou ao público as “Práticas antissindicais no Brasil e no mundo”. Patah citou três casos mundiais de antissindicalismo: Wallmart, Nissan e Mcdonalds. “Essas empresas, nos Estados Unidos e no Canadá, praticam, infelizmente, essa prática.” No entanto, o líder sindical salientou que no Brasil, o governo do interino Michel Temer está impondo uma reforma trabalhista que será prejudicial para o trabalhador.

Em seguida, o auditor fiscal Luiz Alfredo Scienza apresentou a palestra “Experiências e diálogo social nas ações da Segur/SRTE”. Para Scienza, “a organização do trabalho está ligada diretamente aos acidentes de trabalho”. “Temos diversas alternativas para minimizar os riscos na construção, mas as empresas quase sempre escolhem a de menor custo, o que acaba gerando mais problemas”.

         A última palestra da manhã foi realizada pelo cientista político Marcelo Suano, que abordou o tema “Crise Brasileira e Crises Internacionais quais as conexões?”.  Para Suano, “o sindicato é a sociedade civil se movimentando em prol de um bem maior”. “A crise brasileira reflete os erros da nossa estrutura política.” De acordo com Suano, “o baixo nível cultural da nossa política decorre dos problemas da educação brasileira”.

No período da tarde, ocorrerá a palestra do vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho do RS, o desembargador João Pedro Silvestrin; da oficial da Organização Internacional do Trabalho, Márcia Soares; do secretário-geral da Fetracoma, Jorge Hernández, entre outros.

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