Os Gaúchos, a cultura GRENAL e sua ojeriza a vencedores | Por Harry Fockink

Desde os tempos da saudosa Gazeta Mercantil, que já teve edição gaúcha, abordo o tema – as contradições da cultura gaúcha e o quanto estas nos prejudicam. Ainda guardo o recorte de artigo que escrevi e foi publicado em 16/11/1998 com o mesmo título deste. De lá para cá, as coisas melhoraram ou pioraram?

Somos fortes concorrentes a medalha de ouro na modalidade “tiro no pé”. Não precisa ser assim. Até nós podemos mudar. E por isso apreciei a oportunidade de participar desse interessante grupo – quero retomar a campanha de mudar o RS. Podemos ser o grande diferencial, para o bem, que o país precisa, mas o temos sido para o mal. Somos o que a frase de propaganda de vodca popularizou – Eu sou você amanhã.

Ao prestar serviços a importante autoridade alemã, irreverente dizia que os gaúchos eram a verdadeira raça ariana. O tipo de imigração recebida, e que se misturou, tinha gerado o melhor inconsciente coletivo da humanidade. Só ainda não sabíamos lidar com isso.

Para exemplificar, dos alemães temos a capacidade de trabalho, a curiosidade intelectual, dos italianos o senso estético, criatividade. Dos portugueses o respeito aos valores culturais, tanto que a ONU considera o tradicionalismo gaúcho o maior movimento cultural organizado do mundo. Dos argentinos / espanhóis temos a voluntariedade, o deixa comigo.

Esse é o lado claro da força. Agora o escuro. Ficando nas mesmas etnias: dos alemães temos a inveja, dos italianos a Cultural Grenal – ser contra o outro, ficar mais feliz com a derrota de alguém, mesmo que não adversário, do que com a própria vitória. Dos portugueses, o que Nelson Rodrigues chamava de complexo de vira-latas e dos hermanos o comprar brigas que não trazem nada. Isso quando não prejudicam. A nós e ao Brasil.

Por questões atávicas, o lado comportamental doente se sobrepõe.

Uma das formas de perceber o resultado da combinação do lado negativo é a ojeriza que se tem de vencedores. Em vez de admirá-los e os modelar – imitar – os invejamos e tentamos prejudicar.

O mal irá perder no final, mas até lá se sofre. E quando será? Quantas gerações precisam ser sacrificadas nesta luta fratricida?

Na minha especialidade, através de onde faço a que me toca para que o RS e assim o Brasil mude, formalizo transformando empresas familiares. Nos próximos artigos abordarei como reduzir nelas parte negra da força e fazer brilhar mais o lado claro.

Para abrir o apetite: existem atitudes comuns que levam a que os envolvidos nas empresas familiares tenham sucesso com qualidade de vida. No próximo artigo abordarei a principal.

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