O CICLO ESTÁ COMPLETADO | Por Yeda Crusius

Facebook Twitter Google+ LinkedIn WhatsApp

Assim é a rodada política: evolui por ciclos, completando gerações.

Creio que a geração política está em mudança, acompanhando os ciclos que escrevem a história. Teve o ciclo, bem longo, de Getúlio Vargas, iniciado nos anos 1930 e completando-se nos anos 1950, com seu suicídio. Na economia os ciclos são de 30 anos, e os ciclos longos que definem um período de revolução tecnológica abarcam 2 ou 3 desses ciclos de 30 anos. Com Getúlio não foi diferente, pois construiu uma nova institucionalidade para o país nesse período, e depois dele para mudá-lo foi necessário ir dos anos 1960 até 1990, acompanhando o ciclo militar latino-americano em tempos de Guerra Fria, e depois dos anos 1990 até hoje, acompanhando o nascimento da União Europeia e a Globalização. Em 1988, em meio à hiperinflação, veio a nova institucionalidade com a Constituição que temos até hoje, reformada e remendada, mas definidora de um tipo estável de sociedade, a que preza o Estado Democrático de Direito.

Tanto é estável que neste curto período desde 1988 já passamos por dois processos de impeachment, a casa não caiu nem aconteceu qualquer aventura que ferisse como em tempo outros nossa Democracia. Abaixo toda e qualquer ditadura!

Eleição depois de eleição, antes sem e agora com urnas eletrônicas, o mapa político brasileiro andou nesses 30 anos desde 1988 passando pelo ciclo do PSDB e seu Plano Real com Lei da Responsabilidade Fiscal, depois do PT e sua irresponsabilidade fiscal, marcando o confronto PT vs PSDB como guia para administrações públicas e para as definições das políticas econômicas. Gravitando em torno, partidos grandes e partidos nanicos apegavam-se à perspectiva de poder fazendo suas alianças cada vez mais espúrias, mudando de lado conforme a conveniência de participar de nacos do poder eleito.

Três ciclos de 30 anos se completaram: 1930/1960, 1960/1990, 1990/2020, e a mudança tecnológica da era da internet agora está implantada e está a requerer a adaptação da sociedade ao novo ator político: mídia e redes. Democratizadoras. Chamando reações. Desde a explosão dos mercados financeiros, tendo seu pico em 2008, e a implosão das ditaduras do Oriente Médio logo em seguida, com a tomada das praças através de chamamento pelas redes sociais, eleições sequenciais confirmam o que as ruas já gritavam em multidões ordeiras: Chega de corrupção! Serviços públicos de qualidade! Liberdade liberdade!

No Brasil completou-se, conforme nos mostram os resultados eleitorais de 2016, o ciclo do PT, hoje bem conhecido e repudiado por ser organizador do tipo de crime que se abomina, com todos os malefícios que dele decorre. Também é repudiada a política como feita sob as atuais regras através do crescimento dos votos brancos+nulos+abstenções. Tempo de mudança! Não se pode mais adiar a mãe de todas as reformas, a política, sob pena de soçobrarem todos. Excelente momento de voltar ao Congresso Nacional. Até lá.

Leave a Reply

%d blogueiros gostam disto: