Onze Tendências para 2017 | Por Paulo Kendzerski

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Mesmo atuando há 20 anos com internet, nunca me atrevi a escrever um artigo apontando tendências para o ano que se inicia.

Mas tudo na vida tem sua primeira vez. E 2017 chegou e gostaria de compartilhar minha experiência, apontando não só o que será tendência mas sim o que poderá ser o grande diferencial para as empresas que desejam iniciar o ano com força total e que almejem obter bons resultados.

 

Mais do que tendência, reafirmo minha crença de que essas ferramentas e estratégias que vão impulsionar seus negócios em 2017, 2018….

Detalhe. Não são dez tendências, como normalmente você encontra por aí. Defini onze tendências.

E porque onze? Porque no futebol  um time só consegue ser campeão se tiver onze jogadores com o pensamento focado no mesmo objetivo.

Isso significa que você não pode escolher uma ou outra tendência para investir, porque o título/sucesso só chega pra quem fizer a lição completa.

 

Então vamos as onze tendências:

 

1º) BIG DATA

Em Tecnologia da Informação, o termo Big Data (“megadados” em português) refere-se a um grande conjunto de dados armazenados. Mas eu chamaria de BIG OPORTUNIDADE.

Com a quantidade de informação produzida pelos consumidores, dobrando de tamanho a cada dois anos, é imprescindível que as empresas saibam explorar melhor essas informações.

Estima-se que apenas 20% dos dados de uma empresa são dados estruturados, usados para a tomada de decisões.

O grande desafio dos gestores é tratar esses dados, transformando-os em conhecimento. E fundamental, definir que ações serão realizadas com esse conhecimento.

 

2º) INTELIGENCIA DIGITAL

Não importa se a empresa vende ou não pela internet. Se é um prestador de serviço, uma indústria ou uma loja de bairro. Cada vez mais a utilização de ferramentas de inteligência digital irão determinar o rumo e o tamanho das empresas num mercado cada vez mais competitivo e desafiador. O que era regra para se atingir o sucesso há 10 anos, hoje pode ser obsoleto.

Se você analisar dez entre dez players de e-commerce, irá verificar que eles utilizam entre 30/40 ferramentas de ID. Já as empresas tradicionais, não passam de uma ou duas ferramentas.

Mais do que incluir essas ferramentas no seu site, ter um time com conhecimento e experiência na extração das informações que essas ferramentas geram é fundamental para que se obtenha sucesso num mercado cada vez mais competitivo e profissional.

 

3º) COMUNICAÇÃO ON+OFFLINE

Hoje ainda vemos um modelo de comunicação igual ao de 10/15 anos atrás. As empresas planejam ações offline e depois desenvolvem ações online. O resultado?

Uma comunicação total desassociada da realidade dos consumidores. E o problema, na maioria das vezes, começa na forma como a empresa “pensa” a sua comunicação.

Hoje não se admite mais uma agência pensando o offline e outra o online. É o momento da comunicação integrada, que começa com sua equipe de marketing e sua agência pensando AO MESMO TEMPO.

Se sua agência não tem este know-how… bem, é hora de trocar de agência. E começar a pensar de forma integrada a comunicação da sua marca.

 

4º) REDES SOCIAIS

Com o mercado mais maduro, cada empresa se posiciona de forma diferente. Algumas deixam de ser “chamadas” de redes sociais, para se posicionarem como plataformas com utilização mais específica.

Veja abaixo como considero cada plataforma, que deixo de classificar somente por rede social:

Pinterest = Catalogo de ideias

Twitter = notícias em tempo real

Snap = flashes e vídeos de momentos

Instagram = Momentos do dia a dia

Facebook = episódios da vida, contadas a partir da organização dos momentos do dia a dia)

Linkedin = igual ao Facebook, só que são os momentos corporativos

Blog = histórias e acontecimentos com linha do tempo bem definida e Tendências

 

Já os sites das empresas é o que considero o momento da verdade! É onde 99,9% dos Negócios são fechados. Pense nisso.

 

5º) STORYTELLING

Em um mundo pautado pelo excesso de informações, com a atenção das pessoas cada vez mais fragmentada e dispersa, todas as empresas querem atrair potenciais consumidores, é prioridade repensar o modo como as marcas utilizam as redes sociais.

O storytelling pode ser utilizado para ajudar a disseminar uma ideia, construir uma marca mais forte ou alavancar vendas com mais eficiência, conquistando o consumidor pela emoção.

 

6º) INFLUENCIADORES

O consumidor é cada vez mais influenciado pelo ambiente e pessoas que ele convive. A forma como ele é atraído, pode ter origem no relacionamento da marca com os influenciadores, que num primeiro momento era celebridades que “sugeriam” essas marcas aos seus seguidores. Esse processo, a exemplo da utilização de celebridades nos comerciais de TV do século passado, caiu em descrédito. Hoje é possível identificar influenciadores no bairro da sua empresa ou entre os usuários de uma academia, por exemplo. E mais uma vez, a verdade de quem é próximo à marca é muito mais importante do que histórias contadas por quem não tem o perfil do consumidor daquela marca, produto ou serviço.

É o momento das empresas utilizarem os influenciadores reais e não o influenciador “celebridade”.

 

7º) VIDEOS

Vídeos, sejam em 360 ou “normais”, seja nas plataformas Youtube, Facebook ou via App como Snap ou Instagram, serão cada vez mais utilizados pelas marcas que necessitam se diferenciar no mercado, através da produção de um conteúdo exclusivo e inédito, que engaje seus consumidores. DE novo, conteúdo inédito e exclusivo = Storytelling.

 

8º) GEOLOCALIZAÇÃO

Seja através de mídia seja através de plataformas que utilizam Beacon, 2017 será o ano de ações personalizadas (Big Oportunidades) e no momento certo (geolocalização).

Quem irá obter vantagens com esse modelo?

As empresas com operações tradicionais, principalmente as que possuem muitas filiais, pois o alcance será muito maior.

Imagina você comprar sempre numa loja de um bairro e num determinado dia, você está em outra região e é impactado por uma ação daquela empresa?

Surpresa? Interação? SIM!!!  Resultados? SIM!

 

Prepare-se, pois até o Google, gigante no ambiente digital, investiu muito nos últimos anos, em plataformas que gerem informações às operações tradicionais. Você já ouviu falar do Google Meu Negócio?

Pesquise… no Google, claro e se sua empresa ainda não utiliza, dedico alguns minutos para conhecer os recursos e as informações que podem alavancar ou salvar seu negócio em 2017.

 

9º) MÍDIA

Mas mídia como tendência? Sim, muito mais poderosa, muito mais segmentada, muito mais… Resultados!

Mas a novidade é que a utilização da mídia online não irá gerar resultados somente para operações online. Cada vez mais, empresas com atuação somente no ambiente tradicional, como restaurantes, shopping center, empresas de serviços como assistência automotiva, academias, salões de beleza, lojas de bairros, irão explorar o ambiente digital com ações específicas visando atrair potenciais consumidores para suas instalações físicas. E ai, a grande disputa não ficará restrita às empresas com operações somente digitais, mas a disputa será das empresas online contra as empresas tradicionais.

 

10º) REALIDADE AUMENTADA OU VIRTUAL

Talvez esse assunto “ainda” não faça parte das reuniões da sua equipe de marketing ou da sua agencia atual, mas com certeza, você precisa prestar atenção nesse assunto, pois TODOS os grandes players mundiais querem ocupar um espaço nesse mercado. Mas antes, vamos a um pequeno esclarecimento. A principal diferença entre estas duas tecnologias está no fato de que enquanto a Realidade Virtual permite a imersão do usuário em um ambiente 3D, a Realidade Aumentada traz elementos do mundo virtual para o real.

Em 2016, o game Pokémon Go, chamou a atenção e virou uma febre no mundo inteiro. Mas o mais importante neste game, não foi a tecnologia utilizada, mas o efeito que ela proporcionou, integrando o online com o offline.

 

Quer conhecer mais uma experiência muito interessante de RA?

Vá num supermercado, perto da sua casa, e compre uma caixa de Red Bull. A embalagem se transforma em óculos de realidade virtual e você poderá acessar vídeos em 360 graus dos atletas da marca em ação.

Minha sugestão de você ir até um super, não será mais necessário, pois foram produzidas “apenas” 100 mil embalagens e elas se esgotaram em poucos dias.

 

11º) ANALYTICS

Gosto muito da frase de Avinash Kaushik, autor do livro Web Analytics. Uma hora por dia. “Entre todos os canais que existem hoje, a internet é a mídia mais mensurável do mundo. Isso acontece por causa dos dados disponíveis sobre seu site, seus concorrentes e nas redes sociais, que podem ser transformados em Informação”.

 

100% utilizado nas plataformas dos líderes do e-commerce, passa a ser também muito importante para as empresas tradicionais, pois existem várias informações úteis para medir, não só acessos ao site, mas também ligações por telefone e até quem traçou uma rota num app de mapas, para saber como chegar à sua empresa. O importante é você identificar que tipo de ferramenta Analytics é importante para seu negócio, pois cada uma produz uma determinada informação, definir as metas do seu negócio, e analisar “todos os dias”, como sugere Avinash Kaushik.

 

Qual a principal conclusão das tendências que apontei?

 

Que as marcas precisam ter uma presença digital mais eficiente e efetiva, pois o consumidor está conectado 24 horas, explorando cada plataforma, naquilo que ela tem de melhor, que é conectar pessoas e marcas.

 

As marcas precisam se integrar cada vez mais rápido em todas as plataformas, criando empatia com seu publico, deixando de ser empresas de tijolos, frias distantes, para se conectarem como humanos, nesses ambientes.

As marcas não podem mais produzir conteúdo, publicar nos seus sites/blogs e compartilhar nas redes sociais, com a mesma forma.

A chave do sucesso é criar conteúdos exclusivos inéditos e originais para cada plataforma. Essa é a chave que irá atrair, engajar e fidelizar seu público.

 

É isso que as pessoas querem. Se sua empresa não fizer, outras farão.

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