Fascínio do Poder Político | Por Dilmar Isidoro

Fascínio do Poder Político | Por Dilmar Isidoro

Este assunto tem elevado grau de subjetividade. Todavia, é importante conhecer as raízes para compreender melhor os seus efeitos. O poder sempre foi algo que fascinou seus possuidores ao longo da história em qualquer parte do mundo. A apologia impregnada por seus detentores é carregada de muitos sentimentos: dos mais nobres aos mais ardilosos. Embora haja desmembramentos dos poderes quanto aos tipos, eles são classificados em: ideológico, econômico e político. O que há de comum entre esses modelos é a capacidade que eles têm de firmarem posições que distinguem pensamentos e defendem ideias dogmáticas nas camadas sociais.

O poder ideológico tem a supremacia no conhecimento e nas suas doutrinas para estimular a conquista do senso e da razoabilidade. O poder econômico tem o domínio da riqueza e o controle das forças produtivas. Já o poder político, visa assegurar o domínio institucional e legal para controlar e ditar as regras de certa jurisdição.

Depois desta breve resenha, estendo minhas reflexões no poder político por ser este de grande impacto para as comunidades e agente de profundas mudanças no comportamento social. De modo geral, o poder político age de forma a produzir os efeitos desejados sobre as pessoas e, de forma mais abrangente, busca seduzir grupos sociais para que estes defendam suas ideologias convenientes.

Há estreita correlação entre aquele que tem o carisma como elemento preponderante para sua retórica ao público-alvo e os mecanismos configurados de dominação. O poder politico é um predicado cobiçado por grande parte dos requerentes na humanidade e isso é um fato incontestável. A busca infatigável para alcançar o status de autoridade, muitas vezes, é recheada de meandros surreais e falácias.

O poder está intrinsecamente ligado à natureza ambiciosa do ser humano. Àqueles que detêm tal investidura, têm a palavra final nas decisões pertinentes aos cargos que ocupam. Salvo exceções, o prazer dado pelo poder e a satisfação de produzir ordens, às vezes sensatas, às vezes insanas, são atos típicos dos poderosos chefões aos comandados, o que lhes proporciona excitação esplendorosa, complementada pela admiração incondicional dos seguidores.

Nos governos ditatoriais, os lideres exigem lealdade e obediência. De modo geral, há indivíduos que têm intrínseco no âmago à sede do poder. Essa é uma das causas geradoras de conflitos nas relações sociais com as pessoas que não aceitam a dominação. Este predicado é comum, em especial, na classe política que almeja ver acesa a ambição do poder e ser ovacionada pela multidão.

Isso é tão verdade que a maioria dos políticos sempre vai pleitear reeleições. Política não é profissão, é a livre colaboração dos cidadãos nas decisões da sociedade que pertencem. Tal colaboração pelo social, não deveria ser remunerada.

Pelo mundo, houve muitos protótipos de tirania e coerção que chocaram gerações, alguns deles: Joseph Stalin (Rússia); Benito Mussolini (Itália); Adolf Hitler (Alemanha); Francisco Franco (Espanha); Francois Duvalier (Haiti); Kim Il-Sung (Coreia do Norte); Nicolae Ceausescu (Romênia); Idi Amin (Uganda); Saddam Hussein (Iraque); Moammar Gaddhafi (Líbia); Kim Jong-Il (Coreia do Norte) e Hosni Mubarak (Egito). Atualmente, o mundo acompanha duas ditaduras inexoráveis conduzidas por Kim Jong-un (Coreia do Norte) e Bashar al-Assad (Síria). Na Venezuela, segundo a mídia mundial, o Presidente Nicolás Maduro usa de todos os artifícios e repressões para manter o poder.

No Brasil a maior incidência de corrupção está na classe politica sendo esta a mais atuante, dominante e corrompedora. Atua em sociedades organizadas, em partidos políticos e em sistemas de governo. Isto é deplorável.

O que mantém a esperança dos cidadãos de bem em ter um futuro melhor, é saber que existem exceções e que nem todos os políticos são corruptos. Existem àqueles com integridade irrepreensível que combatem esta prática abominável. O que se espera na sociedade democrática é que o poder político tenha como mandatários pessoas dignas dos genuínos votos de confiança dos eleitores. Democracia é o poder do povo e não das minorias.

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