Demissão também exige cuidados | Monica Rizzatti

Demissão também exige cuidados | Monica Rizzatti

Nem sempre os profissionais estão aderentes ao perfil que buscamos, e nem sempre no recrutamento podemos ter 100% de assertividade, visto que existem profissionais que são “ótimos vendedores”, e por isso selecionamos, mas na prática não é bem assim que funciona.

Quando você abre mão de um funcionário, é porque ele chegou ao seu limite, ou a função ficou muito sofisticada e ele não tem a competência suficiente. Não há nada de errado nisso!

Existem técnicas de recrutamento que gozam de vasta literatura na área de Recursos Humanos. Hoje utilizamos muito as ferramentas de comportamento. O DISC é um modelo há muitos anos utilizados na nossa consultoria e nos mostra com assertividade o perfil do profissional, antes mesmo de contratá-lo. Estas ferramentas nos dão subsídios de realizar uma entrevista com muito mais sustentação, efetuando questionamentos sobre os trabalhos anteriores e baseados neste resultado.

Mas quando se fala em demissão, prática não menos importante, as empresas não dedicam tanta atenção. O desligamento envolve uma carga emocional para o funcionário e implica responsabilidades para o empregador, que deve tentar minimizar o impacto negativo da demissão. Além de demonstrar preocupação com quem sai, um processo de demissão responsável ajuda a inibir possíveis processos trabalhistas, assim como contribui para um bom ambiente de trabalho para quem continua empregado. É ter um ótima comunicação, ainda mais se for um processo de demissão em massa. Insegurança, medo do futuro e dúvidas sobre a própria capacidade são sentimentos comuns entre os colaboradores demitidos, deve ser preparado o antes, durante e depois, inclusive dando suporte ao profissional após o desligamento, o que cada vez mais as empresas estão se conscientizando e aderindo. Chamamos este processo de Demissão Responsável.

Meu sócio, o diretor de Marketing e Planejamento da Ser Humano Consultoria, Marcos Garcia, destaca que é importante a empresa conhecer a visão do profissional, principalmente em relação a seus gestores. “Essa percepção pode ajudar a área de Recursos Humanos nos próximos processos seletivos, fazendo com que as futuras escolhas sejam mais assertivas e que os novos profissionais, gestores ou subordinados estejam de acordo com o perfil esperado”.

É claro que como empreendedores tentamos acertar em tudo, mas sabemos que o paraíso não existe e quanto mais crescemos mais olhos atraímos, seja para o bem, outros nem tanto, mas o fundamental em uma empresa comprometida com resultados é seja parceira dos colaboradores para evitar surpresas e até demissões.

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