E o árbitro de vídeo, dona Conmebol? | Por Marcos Vargas

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Uma arbitragem ruim e a inutilidade do árbitro de vídeo ofuscaram a final: Um jogo típico de Libertadores, truncado, de muita entrega e onde saímos com vantagem no primeiro embate.

Renato fez uma pergunta que deve ser de todos: Para que serve o VAR? Se o vídeo não vai ser usado para esclarecer lances capitais como ontem, melhor não ter. Por que os clubes não têm direito a desafiar lances como é em outros esportes, tênis, vôlei, etc? Por que um árbitro é inquestionável nas suas decisões? O mundo viu o absurdo do pênalti não marcado. O juiz encontrava-se a 3 metros do lance, leva o apito a boca, não apita, e encerra a partida. Ali, o clube deveria ter direito a desafiar o vídeo.

Romildo, muito bem na coletiva, exprimiu o sentimento que tomou conta dos gremistas: nos sentimos roubados. Se num lance capital, claro e evidente, o árbitro com o possível auxílio de vídeo decide passar por cima, o sentimento que fica é exatamente este. Narradores argentinos (basta busca rápida na internet) e comentários vindos de lá estranham e colocam em cheque a arbitragem. Que no final, além deste lance foi muito incompetente. A Conmebol, assim como a CBF, quer valorizar seus campeonatos e seguem escalando árbitros ruins, fracos, despreparados para comandar espetáculos desta magnitude. O que fica é a mensagem que institucionalmente devemos exigir isonomia na Conmebol. Não podemos deixar passar batido ou poderemos ter de novo o sentimento que fomos roubados no jogo de volta.

Com relação ao jogo, foi o que se desenhava. Um jogo difícil, contra uma equipe bem armada, que joga futebol e veio com onze jogadores atrás da linha da bola, num famoso retrancão. Com a diferença que eles também sabem jogar, saem tocando sempre a bola sem dar chutão e possuem um ataque perigoso. Quando precisamos, novamente apareceu a segurança discreta de Grohe, um mostro com outra defesaça. Contra um Lanus retrancado, não conseguimos jogar no primeiro tempo. Nos faltava vitória pessoal, infiltração e chutes de média distância. A marcação alta proposta não funcionou porque o time todo não avançava compacto, era feita pelos atacantes e vez ou outra por um dos volantes deixando um espaço no meio por onde o Lanus saía jogando. Nas raras vezes que fizemos corretamente, o goleiro acabou quase entregando a rapadura em duas ocasiões. Melhoramos muito no segundo tempo e passamos a dominar as ações com as alterações feitas. Passamos a ter movimentação e vitória pessoal com Everton, Jael foi um lutador em campo, deu passe para Cícero fazer o gol e ainda sofreu o pênalti não marcado. Puxou a responsabilidade, brigou, encarou argentinos e não se encolheu. Cicero mostrou que será util. Saímos com vantagem, ainda que mínima. Lá eles terão que sair e tomar iniciativa o que encaixa melhor no modelo de jogo proposto pelo Grêmio. Eu acredito.

Queremos a Copa!!!

Saudaçoes Tricolores

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