OBELISCO COPADO!!! | Por Marcos Vargas

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RENATO, RENATO RENATO, um milhão de vezes RENATO!!! O Homem gol, o meu maior ídolo disparado no Grêmio, aquele que voltou para nos tirar da seca de títulos com a CB ano passado, para virar lenda sendo campeão da Libertadores como jogador em 83 e agora nos levar à reconquista da América. O primeiro técnico brasileiro (ops, mas ele é só motivador. Chupa corneteiros, deu né?) a ganhar como jogador e treinador. E pelo mesmo clube, o seu Grêmio. Eu nem sei o que pensar, o que foram estes dois anos? Que roteiro fantástico… E a perspectiva de futuro é muito positiva, nossa administração tem sido correta e estamos entrando noutro ciclo de vitórias. Já são duas Copas e queremos mais!!!

Que emoção gremistas, curtam, comemorem, abracem os seus, chorem, fiquem roucos de gritar, extravasem, expiem e exorcizem tudo que agüentamos desde 2001. O momento é nosso, de soltar o grito que trazemos engasgado, do choro contido, de formar o descontrole, da vibração intensa, da alegria de andar de cabeça erguida com a convicção de sermos os donos da América. Pintamos o continente de AZUL, PRETO e BRANCO!!! Jogando um futebol que sempre desejei e considerado o melhor do Brasil em 2017.

Dou muita bola para a mensagem não falada, subliminar, linguagem corporal… Revela muito do indivíduo e do time/grupo. E o que tenho visto do Grêmio me deixava confiante com o TRI. Comentei no meu círculo de amigos esta percepção. Não haveria nenhuma facilidade, descuido, menosprezo, arrogância de nossa parte. Vi um Renato maduro, corajoso, confiante e respeitoso com relação ao Lanus. E vi foco e concentração no time, os jogadores com ganas por este título. A identificação do grupo com o clube é imensa. Poderíamos perder, é do jogo, mas temos feito tudo certo. Na medida certa. E temos noção da responsabilidade que carregamos como Clube, assim, maiúsculo mesmo. O Gêmio tem se preparado para vitórias e elas começaram a aparecer. A chamada de atenção na Conmebol para arbitragem selou qualquer possibilidade de fatores extra campo interferirem no resultado do jogo. O Grêmio é um clube copero. O Lanus já tinha sonhado chegar numa final de Libertadores. Era hora de acordá-los.

O Lanus foi um oponente valoroso em campo e de atitudes pequenas de sua diretoria fora das 4 linhas. Preocupado com o clima fomentado pelo Lanus, o Grêmio tomou todas providências para proteção nossa torcida em Buenos Aires: fomos antes, conversamos com a polícia, com o clube do Lanus, com as torcidas do Racing e Almagro, com nosso cônsul, tudo para minimizar o risco para a massa tricolor que prometia (e cumpriu) uma invasão sem igual em Buenos Aires. O clube se preparou para ganhar o titulo lá, somente o Santos de Pelé anteriormente tinha feito isto para que tenham noção da façanha. Decidi não ir a Argentina, e posso dizer que me contorci a cada carro que saía em viagem, a cada ônibus, a cada foto recebida pelo whatsapp e a medida que o tempo passava, a cada vôo. A nação Gremista aos poucos foi ganhando a estrada e os ares e começou a pintar Buenos Aires com nossas cores. E as histórias e relatos vindos de lá incendiava a vontade de estar junto. Taxistas, recepcionistas todos admirados com a quantidade e o espírito da nossa torcida. Os locais apostavam todos em vitória do Grêmio, “el mas argentino de los equipos brasileños”, “y juega mas que Lanus, por favor”… E nas transmissões só se escutava a nossa torcida. Quem foi gritou por todos aqueles que ficaram. Nos representaram e trouxeram a Copa como prometido. Tomamos a Arena, mais de 35 mil torcedores na fan fest e outros tantos milhares na Goethe, local da nossa primeira casa. A energia e explosão de alegria foi algo que não lembro de ter visto igual em quantidade e intensidade.

Grêmio, o primeiro campeão da América no RS. O Primeiro Bi-campeão e agora o Primeiro TRI-campeão da Libertadores. Quem puder quem venha atrás e iguale. Nós somos campeões da América, de novo.

 

A Copa é nossa!!! A COPA É DO GRÊMIO!!!

 

Saudações tricolores

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