E a Copinha? | Por Marcos Vargas

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Apesar da eliminação precoce da copinha, alguns garotos mostraram qualidade e potencial. Fica um gosto amargo pela expectiva que temos com nossa garotada, que mostrou que podemos contar com a base no futuro.

Ao meu ver, a base tem de formar jogadores: captar onde não revelamos valores dentro do perfil desejado e atentos a oportunidades de incremento de qualidade no plantel nos grupos de base, preparar o jogador e principalmente o cidadão (muitos destes guris abandonam tudo e vivem grande parte da juventude dentro do clube no sonho de jogar futebol. O clube precisa ter responsabilidade na sua formação no lugar da família ausente. O Grêmio vem fazendo isto, vale conhecer o projeto), prover material humano que supra carências técnicas do time profissional ou que sejam pelo menos coadjuvantes de luxo. Isto muito antes de ganhar títulos. Claro que é bom vencer, mas se tomarmos somente como objetivo levantar taças não corremos o risco de deixar de lado a formação na forma como precisa ser feita? De captar jogadores para determinada disputa sem vislumbrar uma formação para o futuro? De relegar valores em nome de um título? Confesso que tenho minhas dúvidas.

Olhemos a nossa base:

Ganhamos 22 de 25 possíveis títulos ano passado. Perdemos a Copinha (em que pese 7 jogadores terem ficado em POA no time de transição e nossa média de idade ser 2 anos inferior aos demais times, enorme diferença nesta faixa etária) parece que não conseguimos planejar corretamente esta disputa pelo histórico que temos nela. Pena. Acho que esta competição se desvirtuou muito e é usada como vitrine para negociações, nem sempre claras, mas é ainda a mais importante da categoria. Seria bom levantarmos esta taça, até para acostumar a gurizada com o peso dos títulos.

No brasileirão 2017 fomos o time que mais usou atletas da base entre todos participantes, 25 jogadores no total. É bastante.

Houve mudança de filosofia que se reflete na forma de jogar: desde o sub-09, na escolinha viemos trabalhando esta questão de troca de passes. Notem que passamos a formar muito mais meias e atacantes, além de volantes que sabem jogar e não são somente quebradores de bola. A base vem forte e seguirá fornecendo jogadores para o time principal.

Jean Pyerre, Patrick, Dionatã, Tetê, Pepê, Guilherme Guedes, Vico, Victor Bobsin (este é de outra turma), Darlan, Leo Chu… São alguns dos nomes que merecem nossa atenção. E tem mais. Paciência e suporte são a principal receita para colhermos os frutos da nossa base. A transição não é simples e a mudança para os profissionais requer tempo para a completa adaptação. É preciso entender esta equação. O futuro é promissor.

Saudações tricolores

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