Sport Club Sangue no Olho | Por João Ricardo

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Eis que, finalmente, tivemos o Inter que todo mundo esperava ver nos três gre-NAIS. Antes ver em um só do que em nenhum, confere produção?

 

O que vi de positivo: um time entrando a morrer, às ganhas, com a famosa faca nos dentes. Nico nem parecia o mesmo jogador. No começo, já deu um cartão de visitas pro Luan. Patrick, que já vi comentários comparando com o saudoso Guinazu, é o motor do Inter. Motor turbo, diga-se de passagem. Corre o tempo todo, o campo todo, em todas as jogadas. Quem diz que ele é volante tá errado. Ele é um meia moderno, que marca e ataca com a mesma intensidade. Se contra os times do interior era difícil de avaliar, agora acabou a dúvida: foi a melhor contratação do Inter em 2018.

Dourado merece um capítulo à parte: sim, ele nunca mais foi o mesmo desde que o Aranguiz traíra foi embora. Precisa de um cara muito bom do lado pra jogar tudo o que sabe. Mas na entrega, ele continua o mesmo. Erra passes que dá vontade de quebrar a TV? Sim, mas a gente só se irrita assim com ele porque sabemos que ele pode mais. E no gre-NAL, mesmo com alguns desses erros acontecendo, ele justificou o nome e brilhou. Jogou muito.

E o que falar do Dale? Como é bom ver ele fazendo uma bucha num clássico. Tive essa agradável sensação pela nona vez. Espero que tenha mais. Ontem, foi o famoso gol que a gente fala BUSCA, GOLEIRINHO. E o goleirinho vive uma grande fase, o que aumenta o mérito. Ele pode até ter superpoderes no Beira-Rio. Mas fez e ainda faz por merecer.

E o nosso Papito Hellmann, hein? Entendeu bem como deveria jogar e escalou um time fechado, forte, agressivo. Quando teve que correr riscos, mostrou grandeza e mexeu bem. Sem falar que jogou todos os gre-NAIS sem a dupla de ataque titular, o que não é pouca coisa. Tirem o Luan e o Everton do outro lado pra ver o que acontece.

Brenner foi outro que surpreendeu: jogou contra o Kanemann e o Bressan como se eles fossem o Kanemann e o Bressan.

 

Mas, claro, não dá pra deixar a euforia tomar conta e achar que foi tudo lindo.

O que eu vi de negativo: Cuesta não tem bola pra ser zagueiro titular do Inter. Tá mais que comprovado. Moledo ainda não é nem 2% do que já jogou aqui. E, a rigor, todos os gols que fizemos nesses 3 clássicos foram de bola parada. Chance de gol construída foram quantas? Tem o desconto da falta do ataque titular, mas tá faltando mais um meia TOP que realmente divida a responsa com nosso velho 10, ainda mais pra um Brasileiro e uma Copa do Brasil. Meu nome seria o Scarpa, que voltou pro Fluminense e não vai ter clima por lá. Lateral, a mesma coisa: Fabiano, que mal chegou, se lesionou. E o Zeca, do Santos, podia ser trocado pelo Sasha, que tá jogando por lá o que não fazia aqui. Me resolve um problema crônico.

 

O saldo, óbvio, é muito bom. Especialmente pela garra. Agora só falta jogar assim em todos os jogos do ano. Ontem a gente viu que dá.

 

Valeu, colorado!

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