Arbitragem e a Goleada | Por Marcos Vargas

Arbitragem e a Goleada | Por Marcos Vargas

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Proteger o espetáculo significa aplicar corretamente a regra. Coibir a violência, rodízio de faltas sobre o jogador talentoso, o anti-jogo, a cera técnica.

Administrar os lances que são faltas típicas de cartão é acomodar, ser conivente com a violência. A polêmica toda neste primeiro jogo da final é sobre o acerto de um árbitro, estranho. Muito. E esclarecedor, questiona-se a aplicação correta da regra.

Sobre o jogo, foi um bom jogo. Mesmo no primeiro tempo, quando a tática do Brasil de se segurar defensivamente e tentar contra ataques funcionou, havendo chances equilibradas para os dois lados. A diferença técnica entre as equipes é muito grande e mesmo sem a expulsão, a vitória seguramente aconteceria pois o Brasil não conseguiria manter o ritmo adotado pelos 90 minutos. Esteve sempre correndo atrás da bola e isto desgasta.

 

Só Maicon e Arthur trocaram mais passes que o time inteiro do Brasil para se ter ideia: foram responsáveis por 212 passes de um total de 598 do Grêmio enquanto o Brasil trocou 204. Maicon e Arthur juntos foi um acerto, o time, mesmo sofrendo pressão nunca saiu dando chutão. O Grêmio mudou ainda no intervalo e foi por onde construiu a goleada. Temos excelentes opções no grupo em 2018. O Brasil voltou com a mesma formatação tática, mesmo tendo perdido o jogador que fazia a marcação sobre o Everton, que caminha nas pegadas do PR32.

A goleada foi uma construção pela imensa diferença técnica entre as equipes, e o placar poderia ter sido ainda mais amplo. Vejo uma reclamação muito maior contra o acerto do Daronco do que contra erros de avaliação da equipe do Brasil, o rodízio de faltas e a jogada temerária e excessiva que resultou na expulsão do Eder Sciola, na falha grotesca do Pitol no gol do Ramiro. Ou então elogios a equipe do Grêmio, que de rebaixada agora postula o título do Gauchão com o melhor ataque. Entre quartas, semi-finais e final foram 10 gols nos jogos de ida.

Renato inteligentemente alertou a todos já na coletiva pós jogo: “Não pode sentar na vantagem, como aconteceu no Gre-Nal”, um alerta que vale para toda temporada. Mantendo humildade e respeito ao adversário, teremos tudo para levantar a segunda taça de 2018, ainda no primeiro semestre e possivelmente outras mais ao longo do ano.
Ao time que ia ser rebaixado, bastou começar a jogar com titulares para colocar uma mão na Taça.

Saudações Tricolores

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