CDL POA | Datas que movimentam o varejo também fazem girar a vida | Por Alcides Debus

CDL POA | Datas que movimentam o varejo também fazem girar a vida | Por Alcides Debus

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Na economia, as datas do varejo são um motor que nunca desliga. Na Capital gaúcha especificamente, a temporada começa em fevereiro com o Liquida  – que a CDL Porto Alegre realiza  há 22 anos –, segue com o Dia das Mães, Namorados, Pais, Crianças e chega ao Natal. Neste junho, por exemplo, a estimativa inicial de movimentação de vendas, antes da greve dos caminhoneiros, deve ficar em torno de R$ 74,1 milhões (3,8% superior na comparação com o ano passado). O ticket médio também seria mais alto, na mesma comparação: R$ 193, contra R$ 186 em 2017. Os números foram apontados pela pesquisa de expectativa de consumo, encomendada pela CDL POA.

Essas sondagens, aliás, ao procurarem entender as pessoas, acabam detectando tendências, antecipando comportamentos. Para o Dia dos Namorados, estudou-se os perfis de consumidores no momento de traduzir o sentimento em presente. O maior percentual entre os entrevistados (33,6%) foi classificado como “afetivo”, ou seja, escolhe o presente partindo de um significado ou uma memória afetiva. Nesta nossa sociedade frenética e líquida, o que poderia ser melhor do que parar um pouco (ao menos diminuir o ritmo), pensar em quem se gosta, em como deixá-la (o) mais feliz e se contagiar pelo bem-estar ao vê-la (o) abrir o pacote?

E sempre que se está em lojas de rua ou se dirigindo a um shopping há um movimento – espontâneo, involuntário e inconsciente, eu sei – de ocupação e proteção do espaço urbano. A urbanista e ativista norte-americana Jane Jacobs defendia que um dos pontos principais para tornar a calçada mais segura é a presença de olhos para a rua. Esses olhos, explicava ela, são os dos denominados proprietários da rua: comerciantes e funcionários nos estabelecimentos, moradores em suas janelas, quem circula pelas calçadas…Quando há movimento, a rua se torna segura, pois todos estão vigiando o que acontece, mesmo que o façam sem se darem conta.

Sim, a (falta de) segurança é um ponto nevrálgico no Brasil. Porém, incrível e talvez até contraditoriamente, sair à rua é também uma forma de resistência, de não se deixar virar refém do medo. Claro, como tudo deveria ser na vida, feito de um jeito cuidadoso, equilibrado, como nas lições de direção defensiva, quando se aprende a cuidar de si e, acima de tudo, a prestar atenção ao que outro está fazendo.  Assim, a gente busca girar em um círculo harmonioso. E que venha o Dia dos Namorados, dos Pais, das Crianças e o colorido e iluminado Natal.

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