JOGAÇO E CLASSIFICAÇÃO SOFRIDA | Por Marcos Vargas

JOGAÇO E CLASSIFICAÇÃO SOFRIDA | Por Marcos Vargas

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Foi um jogão, um dos melhores do Grêmio no ano com suas mesmas virtudes, seus mesmos defeitos e uma enorme dose de tensão. Uma partida de deixar todo mundo hipnotizado no campo.

A classificação veio sofrida, nos pênaltis. Bem à feição do Grêmio, do jeito que já estávamos desacostumados e sem o Grêmio abdicar desta sua identidade de controle e posse de bola. A vitória passa pela torcida, 48 mil torcedores num horário difícil para uma terça feira, passa pelo time e principalmente pelo Renato, sua coragem e inteligência. O Grêmio foi convicto nas suas virtudes e não abdicou da sua característica mesmo com placar adverso e ao final do segundo tempo. Manteve o toque sem se afobar e a recompensa veio, num gol de cabeça do Alisson que havia incendiado o time na partida quando entrou no lugar do Ramiro. Passa pelo Maicon, presente em todo campo, todas jogadas passaram pelos seus pés, sozinho ele acertou mais passes que todo time do Estudiantes (118 a79), ele buscou o jogo, deu opção de passe e comandou as ações do Grêmio. Pela agressividade do Everton, pela raça contagiante do Kannemann (que jogadorzaço, não há igual nestes pagos) e por uma irresignação com a desclassificação que não vimos na Copa do Brasil, por exemplo. O espírito copeiro de luta, de não desistir esteve sempre presente ontem. Esta atitude de não se entregar e acreditar até o último segundo tinha nos faltado. Voltou contra o Estudiantes e que venha para ficar. Ganhar da maneira como ganhamos nos fortalece para o restante da competição.

Os números mostram um domínio absoluto do Grêmio. Ao ver que tínhamos controle e que precisávamos do placar, Renato corajosamente mudou o time fomos para cima. Passamos a arrematar de dentro e fora da área no segundo tempo (foram 23 arremates no total) e chegamos a ter 6 atacantes em campo, ainda que com funções definidas e sem perder o controle da partida. E Renato foi inteligente na escolha dos batedores para decisão por pênaltis. Aliás, todos bem batidos, sinal de que treinamos. As entrevistas do Renato e do Maicon ao final do jogo são daquelas para gravar. Mostra o conhecimento e gestão do grupo pelo técnico e que Maicon “tatuou” a braçadeira de capitão no braço. Teremos tempo para ajustes até as quartas contra o Tucuman. Que seja bem aproveitado e que encaremos o brasileirão neste meio tempo.

Saudações Tricolores

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