Eleições para começar a mudar o Brasil | Por Dilmar Isidoro

Eleições para começar a mudar o Brasil | Por Dilmar Isidoro

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Tudo indica que a cultura do desinteresse para escolher os dirigentes no Brasil começa a ter fim. Há décadas que muitos políticos oportunistas e incompetentes usufruem de benesses por longo tempo, graças aos tributos suados dos contribuintes. Muitos deles, não ganhariam de salários e benefícios no setor privado o que ganham no setor público. São prolixos, utilizam de falácias e fazem dança das cadeiras em cargos políticos eletivos, Secretarias e Ministérios, sem se importarem com os clamores sociais. Afinal, eles não são cobrados de suas promessas vãs. Prova disso é que se suas legislaturas fossem tão eficientes quanto prometeram o Brasil não teria tantos problemas.

 

As reformas profundas que o País precisa ficam apenas no papel, pois tanto a Câmara Federal quanto o Senado não têm interesse em mudanças profundas, e também porque as diversas correntes políticas não são capazes de fazer planejamento de longo prazo e concentram atenções às conveniências político-partidárias e nas alianças atrativas para manutenção do poder.

 

Não acredito que nenhum dos candidatos a Presidência da República, possa mudar o Brasil para melhor em pouco tempo como num passe de mágica. Também não acredito que se a maioria dos políticos se reeleger, o Brasil será um País melhor. Isso não existe, sejamos realistas.

 

O que pode mudar o Brasil efetivamente é a consciência da política descente que começa com a responsabilidade de cada eleitor ao escolher seus representantes. Essa cultura leva tempo para se consolidar, mas os resultados são compensadores.

 

O dinheiro público, não pode ser mais visto como algo sem dono que pode ser gasto a esmo. A capacidade para legislar, aliada a lisura e honestidade dos candidatos deve servir de referência para as escolhas dos eleitores. Também, não é benéfico nem produtivo o longo tempo com reeleições contínuas.

 

A renovação política é saudável para o País. A cada período eleitoral, a nação tem a chance de experimentar novos legisladores. As “raposas políticas” são especialistas e muito hábeis em seus discursos sedutores para persuadir com palavras emotivas, as quais na maioria das vezes estão longe da realidade das pessoas.

 

Na obra clássica “O Príncipe”, do fundador da ciência política, Nicolau Maquiavel (1469-1527) existe menção a isso ao dizer que “uma das maiores qualidades que mantêm um político no Poder é a de ser esperto como a raposa”.

 

Depois de tantas agruras e desfaçatezes que o País passou isso precisa mudar. Essa mudança começa com a atitude do povo em escolher os melhores candidatos sem vícios políticos e que não sejam fanáticos por crenças revolucionárias.

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