A cobertura | Por Fernando Albrecht

A cobertura | Por Fernando Albrecht

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A cobertura do atentado pelos sites dos grandes jornais teve altos e baixos, mas estranhei muito o da Globo, no G1. Enquanto o Estadão afirmava, desde o início, que os ferimentos de Jair Bolsonaro eram sérios e que o fígado e intestino haviam sido atingidos, o G1 parecia relutante até em admitir o fato. Inicialmente, deu mais ênfase ao fim do ato-passeata do capitão, dedicando a última linha apenas para dizer que ele foi esfaqueado. Ok, pode ser a urgência, mas levou muitas horas dizendo que o ferimento fora superficial.

O tempo parou

O tempo político, no caso. Pelo que se sabe até agora é se Jair Bolsonaro mantiver as atuais condições de temperatura e pressão, isto é, só voltará à campanha para o segundo turno, não dá para dar uma de profeta. As pesquisas Ibope e Datafolha que começam a sair a partir de hoje já terão captado parte do impacto do atentado, posto que o trabalho de campo foi até ontem.

Sobe desce

Pelo que se sabe sobre a massa eleitoral, uma eventual alta nas intenções de voto em Bolsonaro não significa que ela seja irreversível. E se o quadro clínico piorar, ninguém sabe.

A soma dos medos

Parece que Bispo agiu sozinho, mas se as investigações da Polícia Federal encontrarem cúmplices, bom, aí vai ser um inferno e a teoria da conspiração pessoa jurídica passa a ser real, mesmo que seja apenas um grupo pessoa física.

Decolagem abortada

O panorama no RS, neste momento, sugere que o governador José Ivo Sartori e o tucano Eduardo Leite estão no segundo turno. Miguel Rossetto (PT) cresceu, mas ainda está longe do que se imagina ser o tamanho do fiel eleitorado petista. Mateus Bandeira (Novo) não sai do chão. A surpresa é Jairo Jorge, do PDT, permanecer no mesmo patamar desde o início da campanha. Se Ciro Gomes crescer bem e chegar no segundo turno, pode turbinar a candidatura do ex-prefeito de Canoas.

Júlio, o verdadeiro

Júlio Flores, eterno candidato do PST ao governo do RS, é o único da esquerda que é sincero nas suas propostas. Ele diz – com todas as letras – que, se eleito for, vai estatizar tudo, se possível decretar o fim da propriedade privada. Enfim, socialismo puro.

Há sinceridade nisso?

As outras siglas de esquerda não abrem o jogo. No máximo, falam vagamente em ideais socialistas e semelhanças. Dão o tapa e escondem a mão.

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