A BALADA NO POSTO DE GASOLINA I Por Daniel Mendes

A BALADA NO POSTO DE GASOLINA I Por Daniel Mendes

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Há algum tempo que eu vejo o que acontece no pátio dos postos de gasolina. Alguns se transformaram em “points” da galera. Por volta das 22 horas eles chegam em bando como aquelas formações de aves migratórias que atravessam o oceano fugindo do rigoroso inverno do hemisfério norte. Eles estacionam os carros no oblíquo, levantam a tampa traseira e começam uma competição do tipo “quem tem o melhor e mais potente som automotivo!” São tantos decibéis jogando no ar música de gosto duvidoso, que o melhor a fazer é abastecer, pagar e sair o mais rápido possível.

Alguns postos tornaram-se o território dos adolescentes. Os grupinhos dos meninos com camiseta de malha bem grudada. E os grupinhos das meninas teclando coisas no whatsapp. Os grupinhos se entreolham e ficam flertando o tempo todo. Os meninos se vangloriam apontando as meninas com quem já ficaram.

E é um entra e sai danado nas lojas de conveniência. Geladeiras e mais geladeiras de energéticos, vodca e especialmente cerveja. Muita cerveja. Não sei por que, mas eles preferem as “long neck”. Bebem como se quisessem provar que não são mais crianças. Bebem para ser vistos ou dar mostra de que são fortes. Mas não é o que parece quando falam e fazem aquelas babaquices, alguns chegando a ponto de cair. Deprimente para dizer o mínimo.

Depois eles baixam a tampa traseira. Entram no carro. O som no último fica abafado lá dentro e eles vão embora. Saem cantando pneu. Tornam o trânsito perigoso e, muitas vezes, é uma sorte não pararem num muro ou num poste. Deixam para trás as garrafas. A metade quebrada; aos cacos. E quem abastece o carro no outro dia de manhã cedo sabe do que eu estou falando. As lojas de conveniência nos postos deveriam regular melhor isso. Ou a polícia. Ou o conselho tutelar ou as equipes de limpeza urbana. E os pais hein? Estão dormindo?

Assim, o que dá para dizer é que as lojas são de conveniência, mas às vezes o que acontece na volta delas é muito, mas muito “inconveniente”. Ficam as perguntas: Como ajudar esses adolescentes “altinhos”, “alegrinhos”? Como parar com esse som que chega a distorcer as melodias das músicas de tão alto? Como acabar com essa quebradeira de garrafas “long neck”? Será esse um problema de fiscalização ou uma completa falta de supervisão dos pais?

Mas, em resumo, esse é um problema nacional!

 

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