Liderar com excelência passa por cuidar das pessoas | Por Jocelito Salvador

Liderar com excelência passa por cuidar das pessoas | Por Jocelito Salvador

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Muito além de modismos e ondas quevem e passam, especialmente quando se referem à gestão das pessoas e àliderança eficaz, quero refletir com você a necessidade do cuidar das pessoas.Não somente no ambiente corporativo, mas neste contexto, em especial.

Vale lembra que o cuidar daspessoas, aqui, nada tem a ver com assistencialismo. Refiro-me, sim, ànecessidade de todas as pessoas que exercem a missão da liderança de fazer comque as pessoas do time possam desenvolver e evoluir seus talentos, mantendo emalta a sua dignidade.

Vivemos novos,estranhos e turbulentos tempos: como ser líder nessas condições?

Praticamente um clichê, atualmente,dizer que vivemos em tempos de mudanças rápidas, constantes e sem precedentesna história da humanidade. Porém, é uma verdade inegável.

Em pleno século XXI,que por sinal ainda está no seu início, estamos em vias de conviver, cada vezmais, com a IA (Inteligência Artificial), com a digitalização quase total dosprocessos do negócio, com a necessidade de conviver de forma harmônica com anatureza e com as demais pessoas.

Então, vem a questão: OK, mas issoé ruim?

Obviamente que NÃO.

Acontece que quando há um processode disrupção, como este que estamos vivendo, ou seja, de quebra dos paradigmas(modelos) instalados, alguns mecanismos de defesa do ser humano, tais comomedo, insegurança etc., vem à tona com força.

Assim, não é de se impressionar oalto número de pessoas, especialmente aquelas que exercem a função de líderes,embora não só, que se sentem inseguras e desorientadas com relação ao seufuturo e o das pessoas que estão ao seu redor.

Ocorre que em razão do ser humanoser altamente adaptável às mudanças, ao menos no médio e longo prazos, hásérios indícios de que a humanidade não vai acabar no século XXI.

Porém, isto não nos isenta,especialmente se você tem o papel de líder, de cuidar das pessoas. Sua missãopassa, especialmente, por criar um espaço que privilegie a aprendizagemcontínua, a distribuição justa de direitos e deveres e a contrapartidanecessária para que as pessoas vivam em plenitude.

Naturalmente que você não temresponsabilidade alguma de ser “babá” do seu time.

Quando me refiro a cuidar daspessoas no sentido de proporcionar a aprendizagem contínua, a distribuiçãojusta de direitos e deveres e a sua contrapartida para uma vida em plenitude,quero dizer que você tem o dever de fazer o melhor possível na sua posição delíder.

Isto não é tão complexo quantopossa parecer.

O que necessita o(a)líder para ser excelente no século XXI?

Para ser um líderexcelente você precisa apenas desenvolver plenamente os seus próprios talentose respeitar as pessoas, como elas são, exigindo das mesmas o seu melhor.

Este é o verdadeiro cuidar daspessoas!

Passa por deixar de lado acorrupção, a fofoca que destrói a dignidade alheia, o medo que alguém saibamais que você e tire “o seu poder”.

Pode-se elencar, sem o intuito de quererabarcar todos os aspectos do cuidado com as pessoas, estas ações:

  1. Respeitar as pessoas e os seus talentos, sabendoque elas têm direitos e deveres.
  2. Saber que as pessoas podem, e devem, serincentivadas a aprender a aprender, de forma contínua.
  3. Incentivar o diálogo (de verdade) e a colaboraçãoentre as pessoas, independentemente do seu nível hierárquico.
  4. Fazer com que, na sua organização, haja espaçopara a criação e a promoção de novos conhecimentos, que visam a evolução detodas as partes envolvidas.
  5. Estabelecer metas e objetivos claros eatingíveis, que respeitem a inteligência das pessoas.
  6. Lembrar que as pessoas não são meros “recursoshumanos”. Ser humano é ser digno, é ser inteligente, é ser complexo.
  7. Saberque todos nós, humanos, somos falíveis e finitos. Por isso você não é maior,nem menor, que as demais pessoas.

Pois bem, mas você pode perguntar: qualdeve ser o meu papel hoje e no futuro? Será que serei facilmente substituível?

Não sou, e não desejo ser, mais umguru da administração que fica espalhando os seus “mantras de sabedoria” pelasociedade. Contudo, uma coisa eu acredito piamente: as competênciasrelacionadas à Inteligência Emocional não serão facilmente substituíveis pelasmáquinas.

Aliás, nem mesmo por aquela pessoaque se considera acima das demais. 🙂

Assim, o que você pode fazer demelhor é cuidar das pessoas ao seu redor e desenvolver as chamadas soft skills, ou seja, as competênciasque estão ligadas ao comportamento humano e às suas emoções. Estas não têmligação direta com o conhecimento técnico, como as suas “irmãs”, as hard skills, que são igualmenteimportantes, aliás.

Pois bem, o assunto é amplo e nãose esgota por aqui. Contudo, espero poder agregar algum valor aos seus projetose seus objetivos estratégicos.

Fica com Deus!

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Mentor, professor universitário e assessor de Smart Business, possui especialização em Educação Corporativa, Gestão/Administração do Conhecimento e Inovação. Pós-Graduado em Gestão de Educação Corporativa, Bacharel em Ciências Contábeis, escritor de vários artigos e conteúdos educacionais, sobre liderança inteligente, gestão de indicadores, BSC, KPI’s, gestão das competências estratégicas, diferenciais competitivos, pensamento sistêmico, administração do conhecimento, educação e inteligência corporativa, além de inovação contínua. Foi consultor na implantação de Software de Gestão Empresarial (ERP) atuando em projetos na Serra Gaúcha, Porto Alegre (RS), Cascavel (PR) e São Paulo (SP). Atualmente conduz projetos de inteligência corporativa com o uso de tecnologias educacionais inovadoras. Diretor e Consultor da Conducere desde 2002. Voluntário da Fundação Projeto Pescar.

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