O desafio do Nascimento | Por Fernando Albrecht

O desafio do Nascimento | Por Fernando Albrecht

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Sem os dois braços desde a nascença, Manoel Nascimento, 70 anos, enfrentou a sorte madrasta e foi em frente. Começou a vender bilhetes da Loteria Federal e ,depois, os  de outras loterias da Caixa. Sua mãe costurou dois grandes bolsos nas suas camisas, um para guardar dinheiro e troco e outra para os bilhetes. Eu conheço o Nascimento desde o início dos anos 1970, na Rua Riachuelo e transversais do Centro Histórico de Porto Alegre.

Não sentou na beira da calçada para chorar, não se entregou à bebida, e nem fica como tantos outros em condições físicas até mais que razoáveis deitados nas calçadas pedindo esmolas. Não. Manoel foi à luta. Tem alguma coisa de heroico nisso.

Semana da Língua Alemã

A Semana da Língua Alemã terá uma vasta sucessão de palestras, colóquios, visitas guiadas e atividades acadêmicas. A abertura do evento será amanhã hoje às 14h, no Auditório do Ilea no Campos do Vale da UFRGS, com o colóquio “As Línguas Alemãs no Brasil”, a cargo de vários especialistas e pesquisadores, seguido de um vídeo instigante: “Viver no Brasil falando Hunsrückisch”.

Não existe apenas uma “língua alemã” no Brasil. São várias e sem contar com dialetos que, ao longo dos tempos foram somando palavras em português com adaptações ao longo do tempo, tornando-os quase irreconhecíveis para alemães da gema. E é preciso entender que, na época dos primeiros imigrantes alemães, não existia uma Alemanha, que só foi unificada em 1858 pelo chanceler Otto von Bismarck.

A miséria nos territórios germânicos na época da imigração (a partir de 1824) era tamanha que se morria de fome. Foi no desespero que essa gente aceitou vir para o Brasil a convite do Conde D’Eu. Por isso acharam o Brasil um paraíso, porque em se plantando, dava.

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