O QUE VAI SER DESSA GENTE EVOLUÍDA? | Por Daniel Mendes

O QUE VAI SER DESSA GENTE EVOLUÍDA? | Por Daniel Mendes

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Os meios de comunicação mundial fazem alarde. A internet instantaneamente repercute incêndios de catedrais e museus. Terremotos devastadores quase no limite máximo da escala de Richter. Desastres ambientais. Lava e lama soterrando gente nos vales logo abaixo. Histórias de gente que sofre nas ruas ou dentro de si mesmo. Fatos desconcertantes sobre corrupção institucionalizada. Política e eleições. Casamento de príncipes com plebeus. Reuniões de cúpula que no fim adiam decisões importantes em nome de interesses econômicos. Campanhas de vacinação para doenças que já haviam sido erradicadas. Escândalos. Preconceitos. Perseguições. Onda de imigrantes fugindo da guerra e da fome. Celebridades que ostentam nas redes sociais. Gols. Pontos. Recordes. Estatísticas. Torneios. Campeonatos. Reformas. Ações. Índices.  Tudo sempre muito igual.

As notícias se repetem e os olhos e os ouvidos se cansam. Problemas se agravam. Soluções inexistem ou avançam à velocidade de tartaruga. Pessoas se afastam mesmo cercadas de gente. Programas de TV e youtubers invadem os ouvidos das crianças com bobagens, linguagem idiota e palavrões, enquanto os pais trabalham de dia, e já de noite chegam em casa cansados e deprimidos.

A porta giratória não deixa o cara de bem entrar no banco só por que ele tem uma chave no fundo do bolso. E o bandido, para não perder tempo, vai logo fazendo reféns ou explodindo o caixa eletrônico.

Os mananciais de água diminuindo. As emissões de gases aumentando. As calotas polares derretendo. O jogador ganhando 300 mil por mês ou mais só para chegar ao prolongamento da grande área e cruzar a bola nos repórteres que estão atrás do gol. O professor que trabalha de segunda a sexta ganhando menos de 2 mil por mês com o salário atrasado. O político que ganha limpos 20 mil para não fazer nada, mas que por trás dos panos vende apoio parlamentar e ganha uns milhões por fora.

Aí vem um cientista aloprado numa revista científica citando Charles Darwin e falando de evolução num artigo cheio de linguagem técnica e teorias incríveis. Ele e muitos outros nos laboratórios e nas salas de aula que, independente de acreditarem num criador ou serem ateus ou agnósticos, continuam ensinando crianças que o homem é produto de evolução das espécies.

Mas que tipo de evolução é essa em que o homem ao invés de evoluir anda para trás? Que tipo de evolução é essa em que macaco continua sendo macaco; sem elos intermediários, sem humanos-macacos; quando os humanos são desumanos e irracionais, piores do que macacos?

O que vai ser dessa gente “evoluída” daqui a 10, 20 ou 30 anos? Com tudo ficando automatizado e os postos de trabalho diminuindo? Com pouca água e comida transgênica? Com o egoísmo e a ganância prevalecendo?

O que vai ser com as novas universidades e cursos se multiplicando enquanto os postos de trabalho estão diminuindo? Como resolver a equação? Todo ano novos advogados, médicos, administradores, economistas lutando para entrar no mercado de trabalho, mas terminando desempregados debaixo de uma sinaleira fazendo malabarismo com 3 bolinhas de plástico. Então 10 segundos antes de mudar do vermelho para o verde, eles interrompem o número e dão de cara com vidros fechados por motoristas incomodados e estressados que não querem dar moedas e nem olham pro lado.

O estatuto da criança e do adolescente prejudica a formação dos jovens. Os velhos vão sendo cada vez mais ignorados. A chuva ácida molha plantações envenenadas. O fastfood entope artérias.

Pobre raça humana que vira as costas para Deus e acredita ainda estar evoluindo!

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