Se não mudar o conceito não adianta mudar o poder. Os grupos são um museu de velhas novidades

Quando fora vai mal dentro não vai. Há quinze anos há revezamento no poder por grupos. Todos fracassaram com as suas fórmulas milagrosas que sempre são acenadas quando o outro está governando e fracassa. Sempre que uma situação começa a perder, o que já foi e perdeu entra em ação. O oportunista de hoje é o governo de amanhã. E assim caminha o clube.

É como jogador ruim, sempre o do banco é melhor.

Ocorre que os grupos que se revezam no poder são os mesmos, não muda nada, filosofia, nomes, nada. Para o lugar do RB hoje – ele até que foi uma novidade – tem os mesmos de sempre, os mesmos que já estiveram e não resolveram. São os burros da parábola da pastagem, um puxando para cada lado. Não miram o bem do clube miram o poder. Ai nada dá certo. Prova disto? Pacheco. Sempre foi um serviçal, um segundo homem, inventado pelo Cacalo, que era excelente, ele funcionava muito bem. É como tu teres na tua empresa um funcionário carente de talento mas que faz serviços pequenos como ninguém e não te rouba, é de confiança. Pacheco, por ser aposentado, acaba arraigando simpatia porque tem tempo para se dedicar ao clube. Depois de 1998 quando acabou a era boa e ele dava certo assim, a maioria dos governos, a partir de Odone no final de 2007, passaram a usar de sua ´experiência` nada sábia e colocaram ele em lugares chaves, fracassou em todos, até no MKT ele teve, e no centenário, imaginem, um horror, se elogiava dizendo que vendia a marca Grêmio – esta marca meu cachorro vende. Atualmente vazou que teve a capacidade de dizer aos atletas numa roda de que tinham ciúmes dele porque era o dirigente que mais tinha viajado no clube … pasmem. Que título. Amorfo e apático no cargo, sem iniciativa porque desprovido de talento, Pacheco foi engolido por Rui Costa que na verdade foi forçado a comandar diante da omissão do seu comandante. RC agiu por necessidade. Não pode dar certo. Estou citando o nome do Pacheco porque é o cara do futebol hoje, mas ele não está só. Em 2007 quando saí da dirigência ( fui diretor de 93/98 quando saiu nossa equipe e entrou Guerreiro, e voltei em 2005 ficando até 2007 – o Grêmio que conheci vitorioso acabou ali, de lá para cá só um Gauchão em 2010 com Duda ano em que sai do CD, diga-se de passagem ) eu vislumbrava um cenário futuro do tipo, Grêmio sem renovar dirigentes e vivendo do passado. Larguei ali, embora o determinante tenha sido o estado de senilidade do Odone que inventou Brito Presidente e ele queria ir para a Grêmio Empreendimentos ( a tal da empresa que negociou com a OAS e ai paro de falar sobre isto e o contrato Arena ). Deixei de dirigir e em 2010 fui pra casa larguei o CD.

De lá para cá fui exatos 3 jogos na ARENA.

Bem, o problema do Grêmio é que não se deu conta que para que o passe do Douglas dar certo e chegar no Bobô ou no Bolaños para que eles façam gol não começa num coletivo ou num treino.

Começa no vestiário. O gol começa a ser construído fora do gramado.

Não adianta mudar e revezar nomes. Tem que mudar e revezar conceitos.

Simples, indaguem a qualquer um que entenda de planejamento estratégico e ele te dirá:

1. Se o fulano é bom em futebol, coloca ele no futebol

2. Se o fulano é bom em MKT, coloque ele em MKT

3. Se o fulano é bom em finanças, coloque ele em finanças

…..

Não adianta por o cara bom de caixa no futebol e este na caixa, que podes contratar quem tu quiseres que dá errado. Foi-se o tempo que se tinha Pelé e Garrincha e que treinador e dirigente podiam dormir no treino e perguntar no fim do jogo de quanto ganhamos.

Os grupos têm de pensar mais no clube e menos no poder ao bom estilo grêmio literário de pátio de colégio. Prova do revezamento de Fracassados está no reaparecimento de Odone e Chitolina ( Pacheco não é pior do que este) e não duvidem que Chito comece a desfilar pelas rádios doutrinando sobre o ramo.

Saudações tricolores

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