Coreia do Norte e Síria, bastiões de poder e descasos humanitários | Dilmar Isidoro

Coreia do Norte e Síria, bastiões de poder e descasos humanitários | Dilmar Isidoro

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Na história da humanidade, sempre houve disputas de poder, de territórios e pela dominação de povos.

Os interesses políticos são a ligação desta tríade aterrorizante. Em cada momento da história sempre houve conflitos em algum lugar do mundo.

 

No século XIX, as duas guerras mundiais deixaram cicatrizes profundas, especialmente a 2ª guerra mundial. Neste embate bélico sangrento e abominável, muito se falou do holocausto nazista como o massacre que nunca mais deve se repetir. O que as pessoas ainda não perceberam é que massacres semelhantes àquele continuam acontecendo, em especial, na África, no Oriente Médio e na Ásia.

 

No Oriente Médio a guerra civil na Síria dilacera vidas diariamente. A Guerra se estende desde 2011 entre vários grupos armados. O Observatório Sírio de Direitos Humanos estimou que o conflito já causou mais de 470 mil mortos e existe mais de 11 milhões de refugiado, dos quais 4,9 milhões migraram para outros Países.

 

O conflito começou com a repressão do governo sírio aos protestos populares durante a Primavera Árabe tomando proporções de sectarismo religioso.

 

A Síria é governada pela família al-Assad desde a década de 1970 em forma de ditatura. Bashar al-Assad assumiu o governo do País no ano 2000, após a morte de seu pai, Hafez al-Assad. O governo de Bashar al-Assad sofre muitas críticas por conta da corrupção e pela falta de liberdade política.

 

A partir de 2013 o Estado Islâmico se aproveitou da instabilidade na Síria e inseriu lá, grupos rebeldes jihadistas. O Estado Islâmico cresceu rápido e logo proclamou na Síria o Califado (escolha do líder [califa] para mulçumanos ao redor do mundo).

 

Também, o Estado Islâmico ocupou territórios no Iraque, devastado pela guerra. Não existe previsão de quando a guerra civil Síria terá fim.

 

Mesmo devastado pela guerra civil, o governo sírio tem o apoio incondicional da Rússia que fornece armas para Bashar al-Assad resistir as investidas de grupos rebeldes e de paramilitares que querem derrubar a ditadura.

 

Em outro lugar do mundo, na Ásia, a Coreia do Norte é uma ditatura atroz há 70 anos. A dinastia bizarra da família Kim governa com enorme crueldade, desde a primeira geração.

 

A coreia do Norte aprisiona 25 milhões de pessoas e controla tudo o tempo todo. Ninguém pode deixar o País sem autorização do governo, não é permitida a comunicação com outros Países por internet, tampouco manifestações religiosas, é o líder comunista que deve ser venerado como santidade. O governo determina os tipos de cortes de cabelos permitidos às pessoas. As execuções são sumárias para quem se manifestar contra o governo. Os campos de concentração acumulam milhares de pessoas que fazem trabalhos forçados até morrerem. As punições se estendem até a 3ª geração das famílias que desobedecem ao líder comunista. Lá existe o que o ditador chama de culpa por associação. Assim, se os pais não cumprem as regras, eles serem punidos, assim como seus filhos e netos também. As crianças a partir de 12 anos, são obrigadas a assistirem as execuções sumárias para não cometerem os mesmos erros. A China dá seu apoio incondicional à Coreia do Norte, inclusive devolve ao governo do ditador norte coreano, os desertores militares e as pessoas famintas que tentam fugir pela fronteira.

 

Os horrores narrados aqui mostram que o holocausto permanece aterrorizando povos. É triste ver que a manutenção do poder a qualquer custo, tem muito mais valor do que vidas humanas e seus direitos essenciais.

 

O que vou dizer agora pode parecer surreal, mas existe solução para estes e tantos outros conflitos pela disputa de poder e de predominância étnica. Essas aberrações podem ser resolvidas, sem interferências bélicas.

 

A Organização Mundial do Comércio – OMC tem o poder nas mãos, já que faz a mediação do comercio internacional e emite regras para tais demandas. Observem que os principais financiadores desses conflitos sangrentos são a Rússia e a China, Países comunistas.

 

Se houvesse proposta da OMC para bloqueio mundial aos Países financiadores desses atos, onde todos os demais Países não exportassem nem importassem nada para a Rússia, China e demais Países apoiadores, enquanto não pararem de financiar e proteger a Síria e Coreia do Norte, esses conflitos teriam grandes chances de cessar.

 

Enquanto a manutenção do poder tiver mais valor que vidas humanas e seus direitos e liberdades forem reféns destes calvários, assistiremos falsos discursos de chefes de governos e chefes de estado, dizendo que a paz mundial sempre será prioridade.

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