Marco Nanini protagoniza clássico de Samuel Beckett no Multipalco Eva Sopher

Espetáculo Fim de Partida terá apresentações neste sábado e domingo, 17 e 18 de outubro, no Teatro Simões Lopes Neto. A montagem é dirigida por Rodrigo Portella, tem produção de Fernando Libonati e reúne no elenco Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França

O espetáculo Fim de Partida, clássico de Samuel Beckett, será apresentado pela primeira vez em Porto Alegre. Com direção de Rodrigo Portella, produção de Fernando Libonati (da produtora Pequena Central) e patrocínio master da Shell, a montagem conta com Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França. As apresentações ocorrem nos dias 17 (sábado), às 20h, e 18 de outubro (domingo), às 18h, no Teatro Simões Lopes Neto. Os últimos ingressos estão à venda no site  www.theatrosaopedro.rs.gov.br e na bilheteria do Multipalco Eva Sopher.

Samuel Beckett (1906-1989) escreveu Fim de Partida nos anos 1950 sob o impacto da Segunda Guerra Mundial. Neste cenário pós-apocalíptico, o autor apresenta os personagens Hamm e Clov, símbolos de um mundo em ruínas físicas e emocionais. Em cena, eles possuem um vínculo atravessado pela violência e pela crueldade cotidiana, em uma tragicomédia ácida e também melancólica. Presos em um espaço claustrofóbico, os personagens enfrentam uma realidade desprovida de sentido, marcada por repetições, jogos de poder e uma espera que nunca se resolve.

“Costumo dizer que Beckett fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite”, conta Nanini, que já pensava em encenar algum texto do autor irlandês quando aceitou de pronto a provocação de Guilherme Weber, responsável pela sugestão para atuarem na peça. Juntos, eles já estiveram nas montagens célebres de Os Solitários (2002) e A Morte do Caixeiro Viajante (2004).

Logo também reuniram Helena Ignez, icônico nome do cinema brasileiro, com quem Nanini contracenou no início da carreira, e Ary França, com quem dividiu o palco no premiado O Burguês Ridículo (1996). Rodrigo Portella foi convidado para assumir a direção da empreitada e chega em um grande momento profissional com a consagração de alguns dos espetáculos que dirigiu recentemente, como Tom na Fazenda, Ficções, Um Ensaio sobre a Cegueira (Grupo Galpão) e Ray. 

Para Portella, o texto de Fim de Partida pode ser dividido em três fluxos: “O primeiro seria a relação simbiótica entre Hamm e Clov, mas numa segunda camada a peça pode ser lida como uma alegoria política. Hamm surge como um déspota, um tirano arbitrário, figura que alude à lógica da guerra e do militarismo, cuja autoridade se funda no poder bélico e opressivo. Clov é o corpo submisso, o soldado em vigília permanente, sempre de pé, incapaz de repouso, a serviço de uma engrenagem que não faz nenhum sentido. A cena torna-se, assim, um campo de poder em ruínas”, conta o diretor, que chama a atenção ainda para uma terceira camada de leitura: a do metateatro.

Evidenciada pela cenografia de Daniela Thomas, que coloca uma espécie de palco dentro do palco, em uma pequena caixa cênica retangular, a característica da metalinguagem que o texto propõe se estabelece: “Clov é o clown, o operador da cena, o ridículo, enquanto Hamm assume a figura do ator principal, o narrador canastrão que se sustenta na fabulação de si mesmo. O teatro se dobra sobre ele próprio: Há um teatro dentro do teatro, um palco dentro do palco”, resume Portella.

A equipe criativa do espetáculo conta ainda com parceiros que enfileiram uma série de projetos com Nanini, como o iluminador Beto Bruel, o figurinista Antonio Guedes, além do produtor Fernando Libonati, responsável pela produção artística dos espetáculos do ator nas últimas três décadas.

As apresentações do espetáculo na capital gaúcha fazem parte do calendário patrocinado pela Shell que, desde abril deste ano, tem movimentado o Multipalco Eva Sopher com uma ampla programação cultural. “A Shell reconhece o poder transformador de cada parceria que fazemos. Mais do que apoiar, caminhamos juntos e construímos um legado que permanece — para as comunidades, para os territórios, para a sociedade e para nós. Por meio do nosso patrocínio ao Multipalco Eva Sopher, celebramos a vitalidade deste complexo cultural, dono de uma programação que valoriza a produção local e nacional, além de preservar a memória e o patrimônio artístico do Rio Grande do Sul”, comenta Glauco Paiva, diretor de Comunicação e Marca da Shell Brasil.

O Plano Bianual Theatro São Pedro é apresentado pelo Ministério da Cultura, Associação Amigos do Theatro São Pedro e Shell, com patrocínio master da Shell, apoio cultural da rede Master Hotéis e realização da Fundação Theatro São Pedro e do Ministério da Cultura.

Serviço

Espetáculo Fim de Partida, com direção de Rodrigo Portella

Dias 17 e 18 de outubro

Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Teatro Simões Lopes Neto, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS)

Últimos ingressos

Galeria: R$ 35,00 (inteiro) e R$ 17,50 (meia-entrada) 

Balcões Inferiores: R$ 50,00 (inteiro) e R$ 25,00 (meia-entrada) 

Plateia Alta: R$ 80,00 (inteiro) e R$ 40,00 (meia-entrada) 

Plateia Baixa: R$ 120,00 (inteiro) e R$ 60,00 (meia-entrada) 

Pontos de venda

Online: www.theatrosaopedro.rs.gov.br/fim-de-partida

Bilheteria do Multipalco Eva Sopher: de terça a domingo, das 16h às 18h (nos dias de espetáculo, o funcionamento é estendido até às 20h)

Acessibilidade: Haverá audiodescrição e tradução em Libras na sessão de domingo. Para pessoas neurodivergentes, a Fundação Theatro São Pedro disponibiliza kits de acolhimento sensorial, que podem ser solicitados na bilheteria do Multipalco Eva Sopher.

Ficha técnica
Direção: Rodrigo Portella
Elenco: Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França
Tradução: Fábio de Souza Andrade
Direção de arte e cenografia: Daniela Thomas
Iluminação: Beto Bruel
Trilha original e direção musical: Federico Puppi
Figurino: Antonio Guedes
Assistência de direção: Zé Mancini
Visagismo: Leila Turgante
Fotos: Fernando Young
Comunicação: Pedro Neves
Programação visual: Peu Fulgencio
Diretor de palco: Beto Mota
Operação de luz: Julio Greghi
Operação de som: Jefferson Figueiredo
Técnico de som: Vinny Lourençon
Camareira: Rosely Silva
Ponto: Gutenberg Rocha
Assistente de produção: Igor Herdy
Produção executiva: Ártemis
Gerência de projetos: Carolina Tavares
Produtor: Fernando Libonati
Produção: Pequena Central de Produções

Duração: 90 minutos
Classificação: 19 anos

Sobre a Shell

Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia. Fique por dentro das notícias da Shell Brasil: inscreva-se no Shell Brasil News Alert (https://www.shell.com.br/imprensa/noticias-por-email.html).

Compartilhe esta notícia