Premiado espetáculo Geppetto terá sessões gratuitas em sete cidades gaúchas

   Peça teatral gaúcha de maior sucesso em 2025, Geppetto vai iniciar uma turnê com apresentações gratuitas em sete cidades do Rio Grande do Sul em novembro. A montagem venceu o Prêmio Açorianos de Teatro em quatro categorias — melhor espetáculo, ator (Fábio Cuelli), dramaturgia (Nelson Diniz) e cenografia (Maurício Casiraghi, Mario de Ballentti e João Luiz Cuelli). A produção também foi indicada ao Prêmio Shell, o maior do gênero no país, como destaque nacional. O circuito de exibições no estado conta com o financiamento da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) por meio do edital da Secretaria de Estado da Cultura do RS (SEDAC). 

   As sessões serão realizadas em Osório (07/11, às 19h30min, na Câmara Municipal de Vereadores), Arroio dos Ratos (09/11, às 14h30min, no Museu do Carvão), Colinas (10/11, às 14h30min, no Teatro Municipal), Arvorezinha (11/11, às 9h30min, no Auditório Domingos Dorigoni), Cruzeiro do Sul (12/11, às 19h30min, no Salão Paroquial Católico), 

Vista Alegre do Prata (13/11, às 19h30min, no Auditório Giuseppe Tonus) e Rolante (14/11, às 19h30min, no Salão Paroquial Boa Esperança). Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início do espetáculo. Haverá tradução simultânea em libras. 

   Com direção cênica de Liane Venturella, a atração tem como referência o clássico As Aventuras de Pinóquio: história de uma marionete, lançado pelo italiano Carlo Collodi, em 1883. Mas, nessa versão, os protagonistas não têm os mesmos nomes da fábula conhecida mundialmente e expõem uma inversão de papéis. O roteiroconstrói a narrativa de um filho que passou a vida distante do pai. O espectador acompanha relação entre um homem e a figura paterna, que precisa de cuidados na velhice. 

   A montagem utiliza marionete híbrido e tem comocenário uma oficina com ferramentas, pedaços de madeira e blocos de argila, São as matérias-primas para as criações do filho que, além de médico, seguiu o ofício do pai e tornou-se escultor.

  — O espetáculo se revelou como uma possibilidade de encontro para abordar diversas temáticas, transcendendo o convívio de um pai e filho e agregando um olhar sobre a finitude, a velhice, o cuidado, a memória e os papéis que assumimos dentro do núcleo familiar. Com o passar das apresentações, percebi o quanto as pessoas se tocavam com a temática e tratei de propor junto ao projeto de circulação uma conversa, após a apresentação, com um profissional da psicologia. Todas as sessões contam com acessibilidade em libras. O espetáculo será apresentado em espaços diversos, ora em teatro, ora em espaços alternativos, possibilitando que cidades com pouco fluxo de circulação de espetáculos possam desfrutar do Geppetto em seus territórios — comemora o ator Fábio Cuelli.

   Outra curiosidade da peça é que, em alguns trechos, os personagens se comunicam por meio do Talian, uma língua de imigração falada no Brasil em regiões de ocupação italiana desde 1875, incluindo o nordeste do Rio Grande do Sul. Um recurso que reforça a intimidade familiar, já que esse dialeto foi usado, durante muito tempo, somente dentro das casas dos imigrantes devido à proibição imposta durante a Segunda Guerra Mundial. 

   O espetáculo comemora os 10 anos do grupo Máscara EnCena, que produziu a peça com a companhia Miseri Coloni — uma união de trajetórias dedicadas à pesquisa da máscara e preservação da língua Talian. A ficha técnica conta ainda com Alexandre Borin (assistência de direção), Maurício Casiraghi (direção de arte), Mario de Ballentti (marionete e boneco híbrido), Sandro Martins (execução do projeto de iluminação), Beto Scopel (trilha sonora Original) e Vitor Pedroso (figurinos). 

   Uma obra que explora os limites entre esculpir e ser esculpido e revela quem são os Geppettos e Pinóquios que vivem em nós.

>> FICHA TÉCNICA:

Concepção e atuação: Fábio Cuelli; Direção cênica e dramaturgia: Liane Venturella; Assistência de direção: Alexandre Borin; Texto: Nelson Diniz;  Direção de arte: Maurício Casiraghi; Marionete e boneco híbrido: Mario de Ballentti; Construção das cabeças: Fábio Cuelli; Cenografia: Maurício Casiragui, Mario de Ballentti e João Luiz Cuelli; Projeto de iluminação: Maurício Casiraghi; Execução do projeto de iluminação: Sandro Martins; Fotos: Doug Trancoso; Trilha sonora original: Beto Scopel; Canção original (composta e interpretada por Adriano Iurissevich): Dorme figlio mio; Figurinos: Vitor Pedroso; Produção: Cleri Ana Pelizza; Realização: Máscara EnCena e Miseri Coloni.  

>> SERVIÇO:

Osório: 07/11, sábado, às 19h30min, na Câmara Municipal de Vereadores (Av. Jorge Dariva, 1211 – Centro, Osório)

Arroio dos Ratos: 09/11, segunda-feira, às 14h30min, no Museu do Carvão (R. Profa. Silvana Narvaez, 61 – Centro, Arroio dos Ratos)

Colinas: 10/11, terça-feira, às 14h30min, no Teatro Municipal (Rua Fernando Ferrari, nº 118 – Centro, Colinas)

Arvorezinha: 11/11, quarta-feira, às 9h30min, no Auditório Domingos Dorigoni (Rua Carlos Scheffer, 1020 – Centro, Arvorezinha)

Cruzeiro do Sul: 12/11, quinta-feira, às 19h30min, no Salão Paroquial Católico (Rua São Gabriel, 39-115 – Centro, Cruzeiro do Sul)

Vista Alegre do Prata: 13/11, sexta-feira, às 19h30min, no Auditório Giuseppe Tonus (Rua Flores da Cunha, 141 – Centro, Vista Alegre do Prata)

Rolante: 14/11, sábado, às 19h30min, no Salão Paroquial Boa Esperança (Rua João Batista Carraro, 3550 – Boa Esperança, Rolante)

INGRESSOS: Distribuição a partir de uma hora antes do início do espetáculo nos locais das apresentações.

DURAÇÃO: 50 minutos

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 10 anos 

ACESSIBILIDADE: Tradução simultânea em libras

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