Confiança dos Empresários do Comércio Gaúcho registra nova queda

Recuo foi disseminado entre os indicadores que compõem o índice

A Fecomércio-RS divulgou os resultados de maio de 2026 do Índice de Confiança dos Empresários do Comércio Gaúcho (ICEC-RS). Em nível, o ICEC atingiu 85,4 pontos, o que representou um recuo de 3,8% na margem e de 7,9% em relação a maio de 2025. Com esse resultado, o indicador atingiu o menor patamar desde setembro de 2025, quando havia registrado 84,5 pontos. A média móvel em 12 meses do índice foi de 89,3 pontos, abaixo dos 89,9 pontos observados em abril de 2026. 

Na abertura por porte, o ICEC-RS recuou tanto entre as empresas com até 50 empregados quanto entre aquelas com mais de 50 empregados. Entre as menores, o indicador passou de 88,4 pontos em abril de 2026 para 85,0 pontos em mai/26. Já entre as empresas de maior porte, houve redução de 108,4 para 103,9 pontos no mesmo período. Sob a ótica dos segmentos, o maior nível de confiança foi registrado pelo comércio de bens semiduráveis, com 95,0 pontos, seguido pelo comércio de bens não duráveis, que alcançou 92,9 pontos. O segmento de bens duráveis, por sua vez, marcou 78,8 pontos e permaneceu como o mais pessimista entre os analisados. Na comparação com o mês anterior, todos os segmentos apresentaram queda, com destaque para o comércio de bens não duráveis, que registrou retração de 7,7%.

Entre os componentes do índice, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC-RS) registrou 58,0 pontos em maio de 2026. Na margem, o resultado ficou 4,5% abaixo do observado em abril de 2026, enquanto, na comparação interanual, apresentou retração de 2,7%. O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC-RS) atingiu 104,4 pontos, com queda de 4,8% na margem e de 8,5% em relação a maio de 2025. Já o Índice de Investimentos do Empresário do Comércio (IIEC-RS) alcançou 93,6 pontos, registrando retração de 2,6% frente a abr/26 e de 10,4% na comparação interanual. 

“A queda na confiança dos empresários reflete o cenário desafiador para os negócios, marcado por juros elevados, crédito mais restrito às famílias e empresas, bem como o elevado comprometimento com o pagamento de dívidas. Além disso, as incertezas relacionadas ao cenário internacional têm contribuído para aumentar a percepção de risco, reduzindo o otimismo dos empresários”, comentou o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn”. 

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