Espetáculo inédito reúne artistas de quatro países em gala dedicada às óperas de Verdi

Com músicos da Itália, Portugal, Venezuela e Brasil, o Belcanto Italia Festival apresenta Viva Verdi – Amor, máscara e sacrifício neste sábado, dia 18 de julho, às 20h. A montagem reunirá mais de 40 artistas no palco do Teatro Simões Lopes Neto interpretando trechos de Rigoletto, La forza del destino, Il trovatore e La traviata

Evento que está estreando no Brasil depois de rodar as principais cidades da Europa, o Belcanto Italia Festival realiza em Porto Alegre um espetáculo inédito dedicado inteiramente à obra do compositor Giuseppe Verdi. A montagem reunirá mais de 40 artistas de diferentes países para interpretar alguns dos principais trechos de suas óperas. Marcada para sábado, dia 18 de julho, às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto, a gala lírica Viva Verdi – Amor, máscara e sacrifício terá participação do tenor italiano Roberto Cresca e de três importantes nomes do nosso país: a soprano Carla Domingues, a mezzo-contralto Angela Diel e o barítono Douglas Hahn

Acompanhados por uma orquestra formada por músicos da Itália, Portugal e Brasil e sob regência do maestro venezuelano Simón Zerpa-Carballo, eles conduzem o público por três grandes eixos dramáticos: o jogo de máscaras e a ironia trágica de Rigoletto, a dimensão épica e fatal de La forza del destino e o sacrifício amoroso de La traviata. Os ingressos custam entre R$ 30 e R$ 120, à venda no site www.theatrosaopedro.rs.gov.br e na bilheteria do Multipalco Eva Sopher.

A primeira parte reúne o humor sombrio de Rigoletto e a grandiosidade de La forza del destino. Na segunda metade, La traviata e Il trovatore conduzem o público por histórias marcadas pelo amor, pelo conflito e pelo sacrifício.

O título do espetáculo faz referência a um dos episódios mais conhecidos do Risorgimento italiano. Antes da unificação da Itália, o grito “Viva Verdi!” era utilizado nos teatros e nas ruas como uma palavra de ordem que, além de homenagear o compositor, funcionava como acrônimo de “Vittorio Emanuele Re d’Italia”, símbolo do movimento de unificação do país. Ao recuperar essa expressão, a gala recupera esse espírito: uma noite de ópera que é, ao mesmo tempo, festa, memória e afirmação cultural.

A apresentação marca o encerramento do Belcanto Italia Festival, evento que, ao longo de uma semana, movimenta a capital gaúcha trazendo grandes nomes da música erudita mundial para uma série de atividades realizadas entre a Casa da Música, a Cinemateca Capitólio e o Multipalco Eva Sopher. Além da gala lírica, a programação inclui masterclasses, curso de regência orquestral, concerto didático para estudantes do ensino fundamental e espetáculos abertos ao público. A ideia é aproximar nosso país do canto lírico italiano, reconhecido desde 2023 como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A agenda completa está disponível no site belcantoitaliafestival.com.br.

O festival tem gestão cultural da Toccare Conexão Musical, e conta com apoio da Camera di Commercio Italiana Rio Grande do Sul, do Consulado de Portugal em Porto Alegre e da Casa da Música Poa, e patrocínio de Textura Casa e Grupo Canoas Food.

Serviço

Programação de encerramento do Belcanto Italia Festival

Espetáculo Viva Verdi – Amor, máscara e sacrifício, com os cantores Carla Domingues, Angela Diel, Roberto Cresca e Douglas Hahn e a Orquestra do Belcanto Italia Festival – Edição Brasil

Regência de Simón Zerpa-Carballo 

Dia 18 de julho, sábado, às 20h

Teatro Simões Lopes Neto, no Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 – Centro Histórico)

Ingressos

Galeria: R$ 60,00 (inteiro) e R$ 30,00 (meia-entrada) 

Balcões Inferiores: R$ 80,00 (inteiro) e R$ 40,00 (meia-entrada) 

Plateia Alta: R$ 100,00 (inteiro) e R$ 50,00 (meia-entrada) 

Plateia Baixa: R$ 120,00 (inteiro) e R$ 60,00 (meia-entrada) 

Pontos de venda

Online: https://www.theatrosaopedro.rs.gov.br/gala-lirica-belcanto-italia

Bilheteria do Multipalco Eva Sopher: de terça a domingo, das 16h às 18h (nos dias de espetáculo, o funcionamento é estendido até às 20h)

SOBRE OS ARTISTAS

Simón Zerpa-Carballo (Venezuela) – Diretor musical do Belcanto Italia Festival: Maestro venezuelano formado pelo programa El Sistema, com doutorado em Regência Orquestral pela University of Iowa, mestrado pela Shenandoah University e pós-graduação pela Universidade das Artes de Berlim. Já atuou com orquestras na Áustria, Alemanha, Itália, República Tcheca, Venezuela e Estados Unidos. É reconhecido pela defesa da música latino-americana e pela realização de estreias mundiais e europeias.

Roberto Cresca (Itália) – Tenor e diretor artístico do Belcanto Italia Festival: Tenor italiano formado no Conservatório de Santa Cecília (Roma) e laureado em DAMS – Direção Teatral. Vencedor do 64° Concorso Comunità Europea di Spoleto. Atuou em teatros na Itália, França, Rússia, China, África do Sul, Turquia, Canadá e Cuba, com destaque para papéis em La Traviata, Madama Butterfly, La Bohème, Carmen, Pagliacci e Aida. Foi diretor artístico de ópera no Teatro Argentina de Roma e no Teatro dell’Unione di Viterbo.

Carla Domingues (Brasil) – Soprano: Bacharel em Canto pela UFPel, mestre e doutoranda em Música pela UDESC. Presença constante nos grandes palcos brasileiros, atua frequentemente com a Camerata Florianópolis. Vencedora de importantes concursos na América Latina, entre eles o Festival Lírico de Montevidéu (2005), o Concurso Aldo Baldin (2006 e 2008) e o Concurso Maria Callas (2014). Em 2014, foi finalista da Accademia di Opera do Teatro alla Scala, em Milão.

Angela Diel (Brasil) – Mezzo-contralto: Uma das vozes brasileiras mais reconhecidas no Brasil e no exterior. Ganhadora do prêmio de Melhor Voz Feminina no Concurso Nacional Carlos Gomes e do Prêmio Açoriano de Música de Melhor Intérprete Erudita. Atuou com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra Theatro São Pedro, Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo e Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, além de ter feito apresentações na Argentina, Uruguai, Portugal, Alemanha, Bélgica e Luxemburgo. É fundadora da Casa da Música Porto Alegre.

Douglas Hahn (Brasil) – Barítono: Natural de Joinville, em Santa Catarina, estudou com Rio Novello e Neyde Thomas. Estreou em 1996 com Il Guarany e acumula mais de 47 papéis no repertório. Atuou no Theatro Municipal de São Paulo — com destaque para Macbeth (2025), Madama Butterfly (2024) e Aida (2022) —, no Theatro São Pedro/SP, no Festival Amazonas de Ópera, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Teatro Colón (Buenos Aires).

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