Recordes na Expointer dependem do rigor de veterinários e zootecnistas

Conselho profissional destaca relevância dos profissionais nos resultados da feira

A maior feira de exposição de animais da América Latina, a Expointer, nasceu e se sustenta graças ao trabalho dedicado de médicos-veterinários e zootecnistas, além da fiscalização dos profissionais de Medicina Veterinária. O alerta é do presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), Mauro Moreira, presidente do CRMV-RS para quem, desde os primórdios do evento, com as primeiras exposições em 1901 e a introdução da palavra “pecuária” na feira em 1909, ficou claro que o coração do certame eram os rebanhos e a arte de criá-los, selecioná-los e aperfeiçoá-los.

O setor agropecuário brasileiro caminha para registrar marcas históricas em 2026, impulsionado por uma forte sinergia entre a agricultura e a produção de proteína animal. Dados recentes divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal projeta que as exportações de carne de frango do Brasil devem bater o recorde de quase 6 milhões de toneladas em 2026, além de indicar grande expansão para os mercados de suínos e bovinos. Conforme o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio Grande do Sul (CRMV-RS), essa pujança produtiva ganha uma de suas maiores vitrines na Expointer, que estima quase 5,8 mil animais de argola inscritos, representando o maior volume alcançado nos últimos 14 anos.

“Toda essa engrenagem econômica bilionária e a própria existência da Expointer, no entanto, dependem intrinsecamente do trabalho prático de quem entende de animais. A conversão de uma safra recorde em rebanhos saudáveis e em alimentos seguros exige a atuação permanente de médicos veterinários e zootecnistas. O zootecnista aplica a ciência da produção, focando no melhoramento genético e no manejo nutricional para garantir o aproveitamento perfeito das dietas baseadas nos grãos colhidos”, diz Mauro Moreira, presidente do CRMV-RS.

Como órgão responsável por orientar, normatizar e fiscalizar o exercício profissional, o Conselho age para assegurar que as atividades ocorram dentro das mais rigorosas exigências sanitárias e éticas. Por trás de cada animal inscrito na Expointer e de cada alimento de origem animal comercializado, existe a figura fundamental da Responsabilidade Técnica. Essa presença técnica funciona como uma garantia de bem-estar animal, segurança para os consumidores e defesa do rebanho, protegendo o patrimônio genético exposto e toda a economia do Estado.

“O sucesso comercial do Brasil na exportação de carnes e os recordes sucessivos da Expointer demonstram que o setor produtivo exige um ciclo de suporte técnico operante todos os dias do ano, sempre amparado pela fiscalização rigorosa do conselho de classe. Onde quer que exista produção de alimentos, nutrição e reprodução animal, a presença de profissionais legalmente habilitados é uma obrigatoriedade que garante o futuro do agronegócio”, comenta o dirigente.

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