Iniciativa que busca oferecer autonomia para mulheres em vulnerabilidade social reúne conteúdos sobre garantia de direitos, acesso a benefícios, empreendedorismo e proteção contra a violência
Orientações sobre leis e direitos, informações sobre políticas públicas e benefícios sociais, capacitação para empreender, apoio para enfrentar situações de violência doméstica.
Para mulheres em situação de vulnerabilidade social, saber mais sobre estes temas pode ser a diferença entre autonomia ou eterna dependência e até mesmo entre a vida e a morte.
Entendendo este contexto e apostando na autonomia como uma conquista decisiva, o Instituto Vakinha desenvolve o Mulheres Transformam, iniciativa dividida em duas etapas: capacitação presencial de cinco dias e mentoria de 90 dias para a construção do projeto de autonomia, incluindo capital semente para apoio financeiro ao projeto. O Instituto é o braço social do Vakinha (vakinha.com.br), a maior plataforma de crowdfunding da América Latina.
A terceira turma do Mulheres Transformam em 2026 terá início em 21 de setembro com a etapa presencial. Como faz a cada nova turma, o Instituto Vakinha buscou um parceiro com reconhecimento social e experiência com o público-alvo: a Fundação O Pão dos Pobres, que vai sediar a capacitação presencial. Além disso, parte das mulheres que integrarão a turma já têm alguma conexão com outras iniciativas de impacto social da instituição.
O projeto nasceu há três anos com foco no empreendedorismo. A relação com mais de 500 mulheres que já passaram pelas diversas turmas ensinou que empreender, de fato, é uma forma eficiente de alcançar autonomia, mas não é a única. “Aprendemos que, dependendo do perfil ou do momento de vida de uma mulher em vulnerabilidade, conquistar autonomia pode passar por situações mais urgentes como romper um ciclo de violência doméstica”, explica a vice-presidente do Instituto Vakinha, Renata Fehlauer.
A expectativa do novo parceiro é alta: “O projeto oferece ferramentas de enriquecimento pessoal e profissional, abrindo caminho para que mulheres realizem sonhos e se sintam mais fortes diante dos seus desafios que não são poucos nem simples”, afirma José Marcolan, gerente administrativo e financeiro da Fundação O Pão dos Pobres.
Na etapa presencial, as participantes contam com um pacote de apoio para viabilizar a participação durante os cinco dias, incluindo auxílio para transporte, alimentação e recreação infantil diárias para os filhos. “Este foi outro aprendizado que tivemos: por mais que queiram se capacitar, algumas mulheres simplesmente não têm com quem deixar os filhos ou não conseguem pagar o transporte. Por isso, damos apoio”, detalha Renata.
Parceiros de conteúdo
Para qualificar o conteúdo, o Instituto Vakinha conta com parcerias importantes. Uma delas é o Senac, que trata sobre autoconhecimento e gestão do tempo, organização de metas e tomada de decisão. O foco é transformar as participantes em protagonistas de suas trajetórias e fortalecer iniciativas lideradas por mulheres, ampliando renda e autonomia.
No tema dos direitos e da proteção contra a violência, a parceria é com o Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), com uma grade de conteúdos que inclui workshop sobre direitos e leis de proteção; ferramentas digitais e canais de denúncia e proteção; letramento jurídico e fortalecimento da autoestima como barreira contra o ciclo da violência. “O enfrentamento à violência contra a mulher exige não apenas medidas jurídicas e protetivas, mas também ações que promovam dignidade, inclusão social, fortalecimento da autoestima e emancipação econômica. Ao articular proteção, acolhimento e oportunidades concretas de transformação social, o projeto contribui para que as mulheres deixem de ser apenas sobreviventes da violência e possam reconstruir suas trajetórias com segurança, autonomia e perspectivas de futuro”, afirma a promotora pública Carla Frós.
Um convite ao Investimento Social
Para viabilizar o Mulheres Transformam, o Instituto Vakinha conta com o apoio de parceiros e da sociedade civil, e convoca a todos, pessoas físicas ou jurídicas, a investirem na causa.
O canal digital de captação está disponível em vakinha.com.br/mulheres.
Pessoas físicas, empresas e organizações da sociedade dispostas a firmar um engajamento mais intenso com o projeto podem buscar contato em comercial@vakinha.com.br.
Em agosto, o Fundo RegeneraRS formalizou o apoio mais representativo ao projeto em 2026, com um aporte de R$ 500 mil.





