Perpetuação do fracasso

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Será que podemos definir quem vai ou não ter sucesso na vida? Não! Não podemos definir o caminho das nossas crianças mas podemos sim ser responsáveis pelo insucesso do indivíduo.

Algumas realidades se iniciam com uma gravidez indesejada e o bebê é recebido por aquele ser descuidado, maltrapilho, que reclama da vida e do contexto em que estão inseridos, que acaba por alimentar o filho com má vontade e considera a criança um infortúnio naquele momento. Esta criança cresce em meio a um ambiente de brigas, desentendimentos e algumas frases marcantes na infância: “Eu não devia ter te parido”, “ Você é vagabundo igual a seu pai”, “maldita hora que eu fui ter filho” . Todas estas frases sendo escutadas continuamente ficam registradas na memória da criança.

Chega a idade escolar e este aluno é recebido pela figura de professora cansada e mal vestida. Que reclama do salário, da dificuldade em estar ali e de como é infeliz. Como se os alunos fossem culpados pela desvalorização da classe. As frases continuam : “Tu és vagabundo e preguiçoso, só vem a escola pra comer” , “ vai acabar como teu pai marginal” e mais uma vez os registros na memória do desenvolvimento são de registros fracassados.

Este indivíduo cresce sem ter seus talentos valorizados, seus objetivos são ignorados, até que muito cedo assume familia e perpetua a saga sem perceber.

Estas realidades estão debaixo dos nossos olhos, nas mulheres de salas de aula e lares do Brasil. O que pode mudar este contexto?

Mesmo diante das dificuldades ainda vemos mães sem recurso algum recebendo seus filhos com amor e mesmo num lar onde falta tudo, os sonhos são incentivados e os talentos reconhecidos. Na escola os mesmos professores desvalorizados e com dificuldades extremas recebem seus alunos dispostos, alegres, respeitando as dificuldades de aprendizagens e valorizando o esforço de cada um. Neste ambiente o sonho se reforça e o insucesso não faz mais parte da memória do desenvolvimento deste indivíduo.

Nós pais e professores somos responsáveis por qual realidade vamos reforçar e que registros vamos deixar na memória dos nossos filhos e alunos. Faremos a escolha do que vamos perpetuar.

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