Não é golpe, é derrota política

Há poucos dias em viagem de trabalho ao interior do Estado RS, uma pessoa me perguntou: o senhor é contra ou a favor do golpe? Conversei mais um pouco e percebi seu estilo radical e de contrariedade aos partidos de oposição ao governo. Aquela pessoa participa de uma das centrais sindicais que apoiam incondicionalmente todas as ações do PT. Preferi não comentar o mérito por entender que não seria um diálogo produtivo.

Este caso ilustra a natureza das centrais sindicais criadas e fortalecidas pelo PT para apoia-lo em manifestações de seu interesse. Refiro-me a CUT e ao MST, cujas entidades o PT chama de “movimentos sociais”. Na verdade, estes são movimentos organizados em forma de militância política, sustentados por mantenedores. A retórica é vertical desde os altos escalões até as bases sindicais, conforme os interesses.

Sobre isso, percebo muitas incoerências nas falas dos dirigentes que se contradizem nos seus discursos. No pronunciamento da Presidente Dilma, após a aprovação do seu impedimento na Câmara dos Deputados, a mesma insistiu em afirmar que está sendo vitima de golpe parlamentar. O que de fato ocorre é uma estrondosa derrota politica pela falta de gestão econômica eficiente para o País e pela corrupção que envergonha os brasileiros.

A presidente criticou a época da ditadura no Brasil, tempos difíceis e sem liberdade de expressão para o povo. Todavia, o PT sempre apoiou abertamente o regime de governo de Cuba, notadamente uma ditatura militar e socialista presente naquele País caribenho há mais de meio século. No governo Lula foi instaurada a relação bilateral com a Coreia do Norte, através de embaixadas em ambas as capitais: Brasília e Pyongyang. Alias, Brasil e Cuba são os únicos Países das Américas com relações diplomáticas com a ferrenha ditadura norte-coreana de partido único, o Partido dos Trabalhadores de lá.

Devido a tudo isso, incluindo a desconfiança dos investidores com as contas públicas, a inflação acima da meta, juros altos entre outros fatores, à economia do Brasil encolheu. O PIB recuou 3,8% em 2015. Este é o pior resultado desde 1990, segundo o IBGE. De acordo com este instituto de pesquisa, em 2015 os investimentos reduziram em 14,1%, a indústria retraiu em 6,2% e o consumo das famílias diminuiu em 4,0%.

Estes dados estimulam para haver mudanças no modelo econômico do País, na gestão politica e na melhoria da capacidade dos parlamentares, incluindo neste perfil conduta ilibada, ética e de respeito aos eleitores.

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