A sofisticação da mentira. Ela perdeu pernas. Sobrou o nariz.

O ditado antigo de que a mentira tem pernas curtas virou antigalha. A mentira de hoje se modernizou, se globalizou, ela simplesmente não tem pernas. O Pinóchio de hoje não tem mais o pudor de outrora, quando até para mentir se exigia um pouco mais de cautela, prudência, e era atirada para que o prazo de validade ao menos fosse um pouco duradouro. Naquela época, do cuidado, havia um ingrediente imperioso. Se colocava no caldo da mentira um pouco de verdade que ficava sob observação em fogo brando mas era sempre retirado antes de ferver.

Hoje, diante do avanço das comunicações e da tecnologia, e como ela pode ser descoberta com rapidez, a técnica se aprimorou, bateu no sórdido. A mentira não tem mais um pouco de verdade, ela vai inteira para a panela até ferver.

Quando ferve, bem, ai, logo depois que ferve, em cima metem uma pitada de distorção, aproveitando o fator “muitos quilowatts”, e com ele, transita a segunda parte dela mesma – programada para viver – que é a mais cruel de todas porque visa, no cansaço, deixar transitar como verdade.

A mentira sem o ingrediente da verdade misturado: Paulo Pelaipe foi cogitado pelo CA do Grêmio que em votação recusou seu nome; votaram a favor fulano, beltrano e sicrano;

A verdade: Paulo Pelaipe (não que não pudesse ou merecesse, isto não está em observação) nunca teve seu nome cogitado para qualquer cargo nesta gestão, nunca houve qualquer votação sobre o nome dele; falei pessoalmente com integrantes do CA que ficaram espantados com o fato, e foram expressos: loucura isto não aconteceu e eu, e nem ninguém, não votei porque não houve votação e assim não fui contra e nem a favor. Dou dois nomes = Dutra e Preis como exemplos. Aliás a sobre a reunião que se desenrolava quando foi anunciado isto Preis tuitou firme: não houve VOTAÇÃO alguma (em maiúsculas).

A distorção: Leitura de recado do Presidente de que Pelaipe não seria contratado, em elegante comunicado até para preservar o nome deste com a torcida, ensejou, ao invés de reconhecimento imediato, de que a notícia era falsa, a fonte, se houve, era falcatrua pura, um comentário de um desavisado (acredito que embarcou na canoa furada e não fez por mal, foi o inocente útil, este tipo é o que não falta, o ingênuo da corte) que emprestou, à pitada, a parte da verdade que fortalece a mentira e dá, a ela, ares de realidade: claro, se ele não é aceito e tem quem seja contra não pode ser contratado mesmo.

Deus nos acuda, a Mentira está sofisticada !

Saudações Tricolores

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