Luz no Fim do Túnel

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A sequencia de jogos sem vitória do Internacional no Brasileiro é um fardo muito pesado que dirigentes, jogadores e o técnico Paulo Roberto Falcão estão carregando. O Internacional jogou com a Ponte Preta, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas e não passou de um empate em 2 a 2. Foi o segundo jogo de Falcão no comando time e o oitavo sem vitória, mas ao menos já se viu a luz no fim do túnel. O time surpreendeu  positivamente no seu esforço para superar as circunstancias adversas da partida. Depois de estar vencendo o jogo por 1 a 0, com gol marcado por Valdívia, após ótimo passe de Vitinho, o Internacional vacilou, permitindo que a Ponte chegasse ao empate. Com mais finalizações e controle de bola, a Ponte igualou o marcador aos 42 minutos, com um gol de Roger. Foi o primeiro susto dos colorados que assistiam a partida. Outro susto, muito pior, ocorreu logo no início do segundo tempo. Aos 46 segundos de bola rolando, Wendel fez o segundo gol da Ponte. Doze minutos mais tarde, outro fato negativo para o time do Internacional: a expulsão de Fernando Bob, que atingiu  com o cotovelo o nariz de Wendel. Era a chamada ducha fria nos colorados. Tudo parecia perdido. Mas uma substituição feita por Falcão evitou o pior. O centroavante Ariel, que entrou em lugar de Valdívia, ainda sem as melhores condições físicas, empatou a partida, que já se encaminhava para o seu final, após uma cobrança de falta por Vitinho. Foi o primeiro gol de Ariel com a camisa vermelha, da forma que melhor caracteriza suas finalizações. Curiosamente, Valdívia também fez um gol marcante: o primeiro no campeonato nacional, após longo período de recuperação física.

Em sua entrevista após o jogo, Falcão valorizou corretamente o empate, levando em conta as circunstancias adversas da partida, principalmente a expulsão de Fernando Bob. Mas não ficou satisfeito com o rendimento técnico do time. Destacou apenas o esforço dos jogadores, que não se intimidaram quando perdiam por 2 a 1, já sem a presença de Bob na composição do setor de meio-campo. Melhor do que ninguém Falcão sabe que será preciso muito trabalho para dotar o time de uma organização que mereça elogios. Com uma semana para trabalhar antes do clássico com o Corinthians no Beira-Rio, Falcão vai exigir muito dos seus jogadores nos treinos. Ele também sabe que só as vitórias poderão devolver ao grupo de profissionais sob seu comando a confiança indispensável para o time voltar a parte de cima da tabela, onde já esteve e despencou melancolicamente. A proximidade do time da parte baixa da tabela do Brasileiro não condiz com a história gloriosa do Internacional.

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