BECKEMBAUER, FERNANDO CARVALHO, GRÊMIO, INTER, FUTEBOL E AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ | Por Carlos Josias

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Franz Anton Beckenbauer, o Kaiser, foi um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos e multicampeão que acabou por se tornar Presidente do Bayern Munique FC AG, onde se criou, conquistou fama, fortuna e títulos.

Era Presidente do Clube e do Camarote Presidencial assistia seu time bater o adversário até a marca dos 45 m do segundo tempo por 1 x 0 (acho que era este o escore) conquistando um grande título Europeu. Saiu do Camarote e se dirigiu ao elevador para ir até o Gramado e festejar com Atletas, Comissão Técnica e Torcida. O Elevador desceu, vagarosamente, e tocou no solo. Entrou no Gramado onde esperava uma grande ovação. Se voltou para o público e ele estava paralisado, em silêncio sepulcral. Só foi entender ao olhar o placar. O Adversário havia feito, em poucos minutos, dois gols e virado o jogo tirando a taça do Clube Alemão. O Futebol prega muitas peças. A vida também.

Por isto quando me perguntam se o Grêmio vai ganhar o título da CB ou se o Inter vai cair digo simplesmente: não sei!

Trabalhei muito tempo próximo e dentro do vestiário. Há ocasiões em que se sente a vitória, não dá para explicar isto. A história do cavalo encilhado. Não é clima de oba oba é sentimento, feeling. E isto toma conta do grupo todo, direção e próximos. Havia este clima em mim até a transferência da partida. Hoje não há. Claro que se tem uma bela vantagem. Mas será certamente outro jogo que não o que seria dia 30. Não sei o que vai dar mas confio e acredito no Grêmio e espero que lide bem com a vantagem que conquistou jogando um futebol de gala no Mineirão.

Quanto ao Inter, também não sei, não privo do ambiente colorado, a parada é dura, mas jogo só termina quando acaba.

Quando Fernando Carvalho chegou no I da primeira vez, em inflamado discurso que correu manchetes lascou: “Grêmio, pode esperar, a tua hora vai chegar”. Para que aquilo ? Não nos esquece, que coisa, parece que gosta mais de lembrar de nós do que de onde está. Quando caímos para a segunda divisão nos anos 2000 ele soltou o palavrório e humilhou o tricolor gerando um artigo do Paulo Santana que era um longo reclamo.

Hoje, Fernando Carvalho jogou o clube, por declarações ainda mais infelizes que as citadas, para o ódio do Brasil inteiro, jornalistas, torcedores e desportistas. Tentou se desculpar, piorou. Se pôs de forma tão desprezível que há negação da torcida quanto à sua representatividade, tanto quanto a Piffero, e deixa o clube em velas sem que seja apagada antes de fechar a porta, se acontecer de ser fechada.

Paga por uma arrogância e prepotência, por um orgulho exacerbado ( talvez até com razão porque conquistou muito, mas a humildade é o lado nobre dos talentosos ) que atinge o clube – se ainda se limitasse a ele vá lá. Isto agregado às mesmas defeituosas posturas de Piffero ao longo de seu tragicômico reinado me levam a uma conclusão óbvia, mas que precisa ser dita:

“O Inter ainda não está rebaixado, e como disse não sei se será, mas eles dois com certeza estão; mesmo que o time – por uma destas peças que o futebol pregue – escape”.

A vida dá voltas. O céu da Arena está azul.

Saudações Tricolores!

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