OLHO NO OLHO | Por Kenny Braga

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Antes do jogo do Internacional contra o São José, disputado sábado, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, que terminou com a vitória colorada por 2 a 1, Nico López foi ouvido por dois repórteres do jornal Zero Hora, Amanda Munhoz e Leandro Behs. Mais extrovertido do que habitualmente, Nico comentou seu momento no Internacional e planos para os próximos meses. Depois de ter sofrido com lesões em 2.016 e se submetido a um tratamento dentário rigoroso, que atenuou suas dores de cabeça, o jogador voltou com muito otimismo para enfrentar os desafios da atual temporada. Disse que seu principal objetivo, junto com seus companheiros, é recolocar o Interacional na Série A do Brasileiro. E que pretende marcar 25 gols em 2.017.

 

Ainda falta muito para chegar lá, mas Nico López está feliz e confiante na continuidade do seu trabalho no Beira-Rio. Para isso, não lhe falta um exemplo a ser imitado: D´Alessandro, a quem elogia com sinceridade. Também disse, na entrevista, que certamente terá o apoio do técnico Antonio Carlos Zago, que viu algumas de suas atuações na Itália, antes do atacante voltar ao Nacional de Montevidéu e se destacar na Libertadores.

 

Neste aspecto, o desejo de Nico López  não teve  respaldo nos fatos poucas horas depois da publicação da entrevista. Na partida contra o São José, o futebol do esperançoso uruguaio foi esquecido por Zago. O técnico nem cogitou de sua escalação, preferindo outras opções. Mesmo quando fez mudanças no time, para segurar o São José, que fez  excelente segundo tempo, apostou em Ferrareis e Andrigo. Muitos torcedores não gostaram do que viram, dirigindo vaias ao treinador. E tudo porque, segundo ele, Nico deixou a desejar nos treinos da semana. Mas o possível desinteresse do jogador pelos treinos, não fecha com o entusiasmo da entrevista. Quem não tem vontade de treinar, não proclama numa entrevista seu momento de satisfação no clube, nem planeja fazer muitos gols na temporada. Ou estarei errado?

 

A verdade é que Zago e Nico precisam conversar, olho no olho, sem nenhum tipo de ressentimento, porque o clube não pode ser prejudicado por picuinhas. Até prova em contrário, Nico López pode ser, sim, titular no Internacional. Mas se não for lembrado nem no final de um segundo tempo, em jogo do Gauchão, ficará frustrado e deprimido, sem condições de continuar de cabeça erguida para concretizar seus planos no Beira-Rio.

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