CD DO GRÊMIO, UM NOVO TEMPO COM UM VELHO E INCONTORNÁVEL HÁBITO| Por Carlos Josias

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Fiquei afastado do CD por 6 anos – desde 2010. Muitas questões me levaram a não concorrer em 2013. Tivesse aceito participar do processo, pelo meu grupo de origem – único que pertenci ao longo dos anos e sempre frisei que se tivesse que voltar seria por ele – teria, ali, retornado – o resultado final das eleições demonstrou isto claramente.

Muitos foram os motivos da desistência. Pesaram alguns de ordem profissional e familiar, mas o principal, naquele momento, foi a recordação que tinha ao deixar o clube da intensa belicosidade entre grupos e pessoas. O clima, a meu juízo, era muito desconfortável. O nível de agressividade nas reuniões, e fora delas, era exageradamente tenso. Chegava-se a falar em ódio. E isto me desagradava profundamente. Não descarto que todos tinham culpa nisto, e não me excluo do cenário, agravado com o advento das redes. Nestas três reuniões que vivenciei no mandato atual observo com alegria que a civilidade está presente – ou mais atuante. Claro, o título, finalmente alcançado, contribui e em muito para este novo tempo.

O Penta foi decisivo para uma amenização de cobranças pesadas e discursos que antigamente beiravam ao desaforo (ou desabafo, talvez seja mais adequado). Neste sentido estou vendo uma oposição, ilustrativamente, mais interessada em participar e engajada numa postura maior, de criticar construtivamente, do que simplesmente atacar, e uma situação mais compreensiva aos questionamentos, e mais preocupada com eles do que replicar no tom exclusivamente político defensivo.

Forçoso reconhecer que houve alteração substancial de ambos os lados no ponto. Forçoso reconhecer que algumas posturas em especial fora da sala de reuniões se modificaram – para melhor. Ação e Reação amadureceram.

É evidente que é possível, até provável, que este ambiente sofra turbulências – ou afirmação – de acordo com os resultados de campo. É do futebol. Se este momento for aproveitado para que se evolua nas atitudes, estaremos plantando no caminho certo uma bela trajetória. O futuro sempre pode ser incerto no campo – resultados positivos neste esporte nem sempre são matemáticos, ainda que se saiba que para se chegar neles prepondere a estratégia – o que não pode desafinar é esta tênue diferença entre divergência e desavença. Exageros nunca são bons. Particularmente estou superando o forte receio de repetição dos desencontros passados. Como diria um crente: até aqui deus nos ajudou. Não há convergência total, e nunca haverá, opiniões são subjetivas – o que penso ser salutar – mas o relevante é que se trate o clube bem acima de nossas questões pessoais.

Num item, contudo, se há mudança é tímida. A frequência. Num universo de mais 350 conselheiros ela ainda está em débito. Sinto que se trata de um problema insolúvel. Não sei se as ausências são todas justificadas, mas é notória a falta de alguns ilustres. O preço da notoriedade é que os mais conhecidos são mais percebidos que os menos visíveis, e somos um grupo grande e representativo da sociedade. Sem citar nomes é possível traçar um quadro: se Jô Soares fosse conselheiro do clube, todos notariam o seu comparecimento ou falta. Por isto me posicionei favoravelmente a, aqui, haver um rigor maior na exigência. Prego desde que participo da política clubística que para ajudar o Grêmio basta ser Gremista, seja conselheiro ou não. Neste quesito, me parece ser incompreensível que o plenário não esteja sempre lotado. Mas, enfim, não seremos nunca perfeitos. Talvez a imperfeição, da natureza do ser humano, seja superada pelo trabalho dos assíduos, ainda que haja um desequilíbrio para uma plantação melhor.

Saudações Tricolores.

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