De Macunaíma a Pottker | Por Ricardo Soletti

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Foi o parto de uma bigorna. Atravessada e cheia de pontas.

Foi o jogo onde realmente caiu a ficha dos retardatários: sim, estamos na segundona, chafurdando na mais pura e genuína várzea.

O gol, apesar de legítimo, e toda a confusão gerada pelo bracinho nervoso do bandeira incompetente, esfregou na nossa cara o exato lugar em que o Piffero e sua turminha nos meteu.

Sofremos e ainda vamos sofrer muito nesta segundona dos infernos com um time que oscila entre a bunda molice do sábado passado e a incompetência avassaladora dos gols perdidos em série.

A ruindade do Danilo Silva é assustadora. A displicência do Gutiérrez é incompreensível. A marra do Winck é inacreditável. A desinteligência do Nico é irritante.

Por que tanta bola levantada pra área se não temos um grande cabeceador lá dentro?

Por que tanta ruindade reunida? E tanta água de salsicha na mesma panela?

Sou do tempo em que o grande Vasco do Roberto Dinamite, o grande Flamengo do Zico, o grande Atlético do Reinaldo se borravam pra jogar no Beira Rio. Hoje, tenho que ver o próprio Inter se acadelar por jogar em casa.

Enfim, hoje, mais uma vez, valeu aquela velha máxima pra qualquer jogo do Inter há mais de um ano: venceu mas não convenceu.

Sigam com as doses cavalares de Rivotril e muita pomada de erva de bicho pras hemorroidas. O inferno tá longe de terminar.

 

Na boa e na ruim, Colorado até o fim.

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