SÁBADO: BAGACEIRICE DESONROSA. DOMINGO: ARBITRAGEM DE VÁRZEA| Por Carlos Josias

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O sábado gaúcho, no alvorecer do dia, foi sacudido por uma atitude de caráter injurioso do comentarista (?) WC.

As expressões de baixo calão dele se tornaram rotina faz tempo, não sei se isto é dele, interna e naturalmente, ou a conduta, pública, aflorou agora, na sua ´pior idade`, como maneira mais ligeira de chamar a atenção a qualquer custo num mundo competitivo de metas em que a audiência garante emprego ou demite. O áudio que rola na internet sobre a injúria assacada contra a memória de Paulo Santana não deixa dúvida, ele se superou e consagrou a ofensa.

Pensando estar ´fora do ar` WC se referiu ao cronista falecido na contramão da tolerância. Se superou. Percebendo a porcaria cometida tentou encobrir o indisfarçável como se fazer piada com algo tão grave fosse possível. Nele tem sido. Não é a primeira vez, fez semelhante ao se manifestar sobre a Vila vizinha da Arena. Foi defendido por colegas. Alimentaram uma monstruosidade insensível. A rádio já tinha pedido desculpas no twitter oficial na primeira, agora silenciar é ser, de novo, conivente, não há mais desculpas que possam ser entendidas como compreensíveis. Calças curtas para o Grupo se não repetir atitude que teve com comentaristas em precedente famoso. Não há ambiente mais para quem age com tamanho destempero. O pensamento não delinque, a atitude impune incentiva a repetição. Este senhor não tem cura. Em vida Paulo Santana, cara a cara, lhe disse que era a pessoa mais burra que conheceu. Na morte e sob a dor de muitos, veio o tapa por sobre o cadáver. O ato foi covarde e repulsivo.

No domingo vimos um Santos que foi uma caricatura da herança deixada por Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe – entre outros. Encolhido e apequenado praticou em exagero o antijogo. Forma única que descobriu de obstaculizar o espetáculo que o time do Grêmio se acostumou a exercitar a cada partida. Pior. Encontrou, em auxílio, um juiz fraco, débil, amador, que inverteu faltas e foi completamente descontrolado sem comando algum, exibindo a capacitação de estragar e punir a beleza do futebol. Neste caldo o Grêmio ainda tentou fazer sua parte, e de certa forma fez, se alguém merecia ganhar certamente foram os Gremistas.

Sinceramente preferi não rever lances tidos como polêmicos – tive isto como irrelevante diante de tantos pecados – não vou julgar pelo que vi nas jogadas decisivas porque não posso ter certeza de que teria havido influência do árbitro no resultado efetivo do placar. Mas nenhuma dúvida tenho que a arbitragem foi determinante para baixar o nível da apresentação. O público saiu frustrado não só pelo empate, mas em especial pelo péssimo conjunto da obra juiz e adversário. Não vi insatisfação com o time tricolor que foi aplaudido, e isto explica muita coisa. No final o nariz afundando, em lance que vi como acidental, de Arroyo, encerrou o domingo deste lamentável, para o esporte, final de semana. Pior que tudo isto, bem pior do que tudo isto, só a morte prematura do filho do treinador Abel que deixa uma tristeza imensa. Força Abel, parece pouco, e é pouco, mas é o que está ao meu alcance dizer. Saudações Tricolores.

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