OS OLHOS DO GRÊMIO | Por Carlos Josias

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O Grêmio tem um olho na CB outro na LA. Olho no peixe, olho no gato, diz o ditado.

Quarta, o olho é na raposa. Desde muito cedo – contra o Sport por exemplo – foi assim. O Brasileiro acabou ficando em terceiro nesta. Certo ou errado uma escolha tinha que ser feita. E foi esta decisão que tomou. Só acerta ou erra quem está na disputa e tem que decidir. Nós? Torcemos, outros secam. Isto não é garantia de que vá sair campeão de uma, de outra, ou das duas. Não vencer nenhuma é uma hipótese, isto se chama futebol, quem não conhece o jogo pouco ou nada aprendeu com ele. Faz uma coisa que, por ironia, é lance de partida: chuta. No mais, somos todos treinadores e dirigentes notáveis – depois do jogo.

Ano passado a decisão foi nesta linha. Saiu Penta. Alegria. Este ano é outro ano, o futuro não se sabe, menos ainda os profetas do acontecido. A turma do ´tá ai viu?”, ou a do “eu não disse”? Quando dá errado esta turma surge, quando dá certo, desaparece. Mas isto também é assim desde que os bretões inventaram este esporte. No futebol, tudo é do jogo. E sendo do jogo, e feita a escolha, ontem o Grêmio entrou contra o Botafogo com um time completamente descaracterizado – com atitude semelhante o adversário também jogou com reservas em mistura maior. Jogou mal ou bem não importa. Perdeu num jogo morno, em que qualquer um poderia ter vencido, e desperdiçou mais um pênalti, muito mal batido diga-se de passagem.

Renato revela um pecado na escolha dos batedores, levou muito tempo para afastar Luan das cobranças, idem para se decidir por Barrios, e, ontem, a meu juízo, de novo cometeu um equívoco. Fernandinho era para ter batido. Mas escolhas são escolhas. E ele tem acertado muito mais do que tem errado. MO é o avesso disto. E não é de hoje. Agora, quarta, a Copa. Vejo como muito mais difícil do que 2016. O Cruzeiro está bem mais ajustado hoje do que estava ano passado – quando mirava mais o Brasileiro sob o risco de se meter na parte do inferno da tabela – e Mano, claro, conhece muito mais o time hoje do que naquela ocasião.

Há, ainda, uma desvantagem – discutível, sei – que é a de jogar a primeira em casa. Comparo com o próprio Grêmio que jogando fora fazia escore, na Arena a obrigação inverte, os cuidados também, a dinâmica do jogo vira. Escolher adversário não ganha competições. Aliás quem revela preferência despreza o preterido e se mostra arrogante. Neste contexto não há nem peixe nem gato, e sim Raposa. Saudações Tricolores.

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