O Inter precisa de mais Marias Claras | Por Ricardo Soletti

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Maria Clara é uma linda, doce, meiga e colorada menina de 9 anos. Confesso que adoraria ser o seu pai. Se já não o fosse.

Quinta-passada, feriado de finados, eu fui busca-la na casa das primas Bela e Rafa. Achei ela meio emburrada, com a cara estranha e resolvi perguntar o que ela tinha.

Depois de negar a chateação por algumas vezes, ela se entregou. Entre vozes engasgadas e soluços, lágrimas começaram a cair do rosto em profusão e ela confessou seu mal-estar:

“Papai, eu tô triste porque o Grêmio se classificou pra final ontem…”

Maria Clara nasceu em 2008. A tempo de ver o Inter ser o primeiro time brasileiro a vencer uma sulamericana. Dois anos depois, viu o pai e os amigos fazerem festa pela conquista do bi da Libertadores. Até bem pouco tempo, Maria Clara não sabia o que era perder um greNAL.

Maria Clara nasceu ganhando, se acostumou a ganhar e tem dificuldades pra encarar este novo momento onde eles comemoram e a gente só lamenta.

Eu sei que a vida é assim. E que a Maria vai aprender também.

Mas, eu sinceramente, prefiro ver a minha Maria triste, indignada, emburrada com a derrota do que ter que ver gente como o Melo, Guto Ferreira e a maioria do elenco saírem conformados e até satisfeitos de campo APÓS UM EMPATE COM O LUVERDENSE.

Acho que tivemos um recorde na jornada de ontem: as declarações ao final do jogo conseguiram ser mais lamentáveis do que a ridícula, vazia e patética apresentação do time em campo. Tomamos um currupio, um sossega-ia-iá, um chocolate do décimo sexto lugar da segundona.

Apequenaram o Inter em 2016. Diminuíram ainda mais em 2017. E as entrevistas de ontem o deixaram do tamanho da competência deste elenco e diretoria.

O que salva o Inter é que a sua torcida se nega a abandonar o clube, mesmo com tanto amadorismo e pau molice deste time ordinário, dessa comissão técnica fraca e dessa diretoria trapalhona.

O poder de indignação da Maria Clara e da grande maioria dos colorados simplesmente já deveria ter sido exemplo pra este bando de come-dorme do Beira Rio.

Nós, torcedores, seguimos fazendo nosso papel. Que estes cretinos comecem a fazer. Que criem vergonha na cara!

Pelo Inter. Por nós. Pela Maria Clara. Ou, no mínimo, pelos seus salários, que são bem polpudos.

 

Na boa e na ruim, Colorado até o fim!

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