Jogo de Xadrez. Coreia do Sul e EUA versus Coreia do Norte, China e Rússia | Por Dilmar Isidoro

Jogo de Xadrez. Coreia do Sul e EUA versus Coreia do Norte, China e Rússia | Por Dilmar Isidoro

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Ainda reflexo dos acordos diplomáticos com o fim da segunda guerra mundial, o impasse entre as Coreias resiste ao tempo. O acordo de paz, ainda não foi assinado. Como sabemos, a Coreia era colônia do Japão desde o inicio do século XX até o final da segunda guerra.

 

Com o fim do maior conflito bélico na história da humanidade, a península coreana foi dividida. O Sul da Coreia tem o apoio militar e financeiro dos EUA. O regime de governo é o democrático presidencialista. O norte da Coreia tem o apoio militar e financeiro da China e da Rússia. O regime de governo é uma ditadura socialista por dinastia. Assim, perduram as divergências ideológicas entre as Coreias (Sul e Norte) e entre as potencias de apoiadoras – de parte a parte – por interesses políticos para controle daquela região asiática.

 

Ao analisar o contexto, se observa que as possibilidades do desfecho são muitas. É imprevisível o resultado do imbróglio. Todavia, alguns cenários podem ser especulados.

 

A Coreia do Norte é um País empobrecido do ponto de vista econômico pela quantidade de sanções impostas pelos EUA e pela ONU. O País está isolado do mundo e apenas pode contar com seus dois aliados, especialmente a China.

 

Parte-se do princípio que a Coreia do Norte sonha com a unificação, mas com o regime socialista. Isso é improvável por duas razões: [1] Os EUA não permitiriam isso e [2] A população do sul que nasceu livre e tem alto padrão de vida, jamais aceitaria a mordaça e restrições que o norte impõe a sua população.

 

O sul também sonha com a unificação, mas nos moldes capitalistas, de liberdade e de democracia, algo que a China e a Rússia não aceitariam.

 

A tensão vinha crescendo, à medida que a Coreia do Norte decidiu ser um País dotado de armas nucleares e emitia ameaças constantes de ataques aos EUA, adotando o discurso de que precisa de armas nucleares para se defender dos EUA e da Coreia do Sul, pois sempre temeu os exercícios militares conjuntos dos norte-americanos com os sul coreanos como um ensaio para invadir o norte. Na verdade, esse tom belicoso servia para intimidar a população norte coreana contra eventuais levantes e para forçar a glorificação do ditador Kim Jong-Un como salvador do País contra os bastardos americanos, como ele se refere.

 

Quanto desnuclearização, as potencias com interesses opostos, concordam em desarmar a Coreia do Norte desses perigosos artefatos nucleares. As potenciais razões são: [a] China e Rússia não querem combates nucleares próximos de suas fronteiras e não querem a invasão de milhões de refugiados, no caso de haver guerra e queda do regime norte coreano. [b] Os Estados Unidos não querem mais uma potencia nuclear socialista e, portanto, não alinhado a sua politica externa e que não seja seu aliado.

 

Por ocasião dos jogos olímpicos de inverno realizados este ano na Coreia do Sul, os ânimos se acalmaram com a sinalização do ditador norte coreano para dialogar sobre a paz.

 

O mundo aguarda para as próximas semanas, o encontro histórico entre o Presidente americano Donald Trump e o ditador norte coreano Kim Jong-Un que acontecerá em lugar do mundo, ainda não divulgado para a mídia. O que se espera desse encontro, é que as partes sejam racionais para impulsionar a paz definitiva na península coreana.

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