INTER: O que valeu? | Por Ricardo Soletti

INTER: O que valeu? | Por Ricardo Soletti

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E nesta noite fria de segunda-feira, desencantamos e fizemos aquilo que era fundamental para as nossas humildes pretensões no Brasileiro: ganhar da Chapecoense.

Como era de se esperar, tivemos – time e torcida, um início nervoso, à beira de um ataque de nervos que só não se transformou em falência múltipla dos órgãos porque aquela bendita bola da Chapecoense beijou o poste e saiu pela linha de fundo. E minutos depois, com uma desesperada tentativa do Damião em recuperar um cruzamento horroroso do Pottker, a bola parou no pé de Lucca e o seu chute criou uma onda de alívio que atingiu a todos os colorados. Segundo tempo foi o momento de controlarmos o jogo e matarmos a Chape com duas cabeçadas certeiras de Moledo e Patrick.

Vencemos? Sim.

Convencemos? Em parte. O que, afinal, valeu e não valeu na noite de ontem?

Zeca – Valeu! Depois de um começo meio titubeante, Zeca se afirmou e passou a jogar uma bola que lembrou um pouco o grande Zeca do Santos. Sabe marcar, sabe subir e tem um cruzamento qualificado. É titular desse time com um pé nas costas.

Moledo – Valeu! E não é que a a obsessão e paixão da diretoria está se confirmando? Hoje, Moledo é o principal zagueiro desse time. Seguro por baixo, por cima e ainda fazendo gol? Me serve muito.

Dourado – Valeu! Desde o greNAL que o nosso capitão postiço vem jogando bem e seguro. Ontem, com menos de cinco minutos já tinha feito um belo lançamento pro Pottker perder um gol. Tá mais tranquilo, marcando melhor e saindo mais pro jogo. Aguardemos.

Edenilson – Valeu! Edenilson voltou bem. Ontem, naquele primeiro tempo nervoso, foi o cara que acalmou o time, segurou a bola, armou e passou confiança pro companheiros.

Damião – Valeu! Sim, eu sei que é difícil defender um centroavante que fez um gol no ano. Mas reparem na importância que o Damião tem em segurar sempre dois zagueiros, dar o abafa na saída de bola e nunca, nunca aceitar uma bola perdida. O primeiro gol de ontem só aconteceu porque ele acreditou naquela melancia que o Pottker cruzou. Damião é o mangolão necessário. Verdade. Precisa marcar gols. Quem sabe não acontece domingo?

Lucca – Valeu! Foi o nome do jogo ontem. Um belo gol de quem conhece, uma assistência pro segundo gol e uma baita movimentação ali na frente. Não sei o que o Odair vai fazer mas hoje é Lucca e mais dez nesse time.

Cuesta – Não Valeu! Não gosto do Cuesta, nunca gostei. Em que pese sermos uma das defesas menos vazadas neste Brasileiro, acho um zagueiro atrapalhado, mangola, que faz falta em todo o lance, que dá uns carrinhos sem noção e que acha que joga muito, mas muito mais do que realmente joga. Só é titular porque fala espanhol e porque o banco de zaga do Inter é ridículo.

Iago – Não Valeu! Não sei o que aconteceu com este menino. Será que ele tá em má fase ou este é o normal? Espero ver um cruzamento certo dele até o fim do ano.

Pottker – Não Valeu! Pottker joga com a cara enterrada no chão. Tem força, tem velocidade mas não tem cabeça. Ontem, só não viu que o goleiro tava saindo nos pés dele porque tava olhando pra grama. Padece com as decisões erradas que toma: passa quando tem que chutar, chuta quando tem que passar. Tá há horas pedindo um banco.

Enfim, entre mortos e feridos, fizemos o que muito time badalado não tem conseguido fazer que é furar retrancas.

Domingo, o furo é mais embaixo porque jogamos contra o Corinthians. E o árbitro, claro.

Mas vai ser um bom teste pra vermos se este time do Odair para em pé ou se é só um time de papelão molhado. Todos ao Beira Rio!

Na boa e na ruim, Colorado até o fim!

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